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25 de maio de 2017

drop enigma

ainda não sei com clareza o que você pensa. você será um eterno enigma, pois nunca sei se apoia ou não. mas estou feliz que estou tendo liberdade e confiança para compartilhar. espero que entenda essa demora, causada pelo medo. espero que o processo seja parecido com ele também.

drop receio

eu tenho medo de te falar as coisas. você parece tão difícil de acessar. como se tivesse uma grande muralha que me impede de chegar aí. eu fico ensaiando, tentando achar o momento perfeito para te falar o que me aflige a semanas. é uma pressão interna tão forte que estou com dores de cabeça frequentes por causa disso. eu sei que é por isso. como compreender que alguém tão próximo é tão distante?eu só queria te falar as coisas sem medo de represálias. queria falar com liberdade, como há tanto tempo vejo por aí. às vezes acho que vai ser mais fácil do que parece. mas e o medo pelo histórico? só de pensar nisso, meu coração já acelera. por outro lado, a não aceitação eu já tenho. tudo o que vier é bônus.

drop insistência

eu ainda tenho medo de você. estaciono meu carro e fico olhando em volta com medo de você aparecer a qualquer momento. me sinto perseguida até hoje. todo mundo te achava esquisito, menos eu. mas estou começando a achar que eles estavam certos. você criou mais problemas do que trouxe soluções, como imagina que eu consiga aceitar você de volta em minha vida? desisti de você, sim.

prisão e liberdade

escutar músicas que elevam a vibração tem sido a saída que mais funciona para que eu saia das crises. músicas espirituais, mantras. hoje escutei morada, metade de mim, everything, river flows in you, raridade. depois fui tocar metade de mim. a música tem salvo minha sanidade, sou grata por conseguir lembrar de escutar durante esses momentos de baixa. nesses momentos sinto tremores, um frio absurdo e uma vontade de ficar imóvel, na cama de preferência. tudo escuro, no quarto, em silêncio. de repente um lampejo de luz, pego o celular e abro o player de músicas espirituais. num momento, prisão; no outro, liberdade.

durante crise

estou me sentindo estranha de novo. como se nada fizesse sentido. a vontade de fazer as coisas está mínima. estou sem concentração ou força para trabalhar e fazer as minhas coisas. tenho uma penca de tarefas para completar, tarefas importantes do trabalho, mas ficam vindo pensamentos lamuriosos e me entrego a eles. nunca senti tanto sono quanto nesses últimos dias. e não estou conseguindo me livrar com facilidade da culpa pela improdutividade. estou me sentindo meio sem saída, com vontade de desistir de tudo e voltar pra uma vida comum. mas só de pensar em voltar já não gosto. não gosto da prisão de ideias. a ideia fixa de ter um assistente pra me ajudar com o operacional. acho que não quero mais operacional. quero fechar negócio. quero ter um negócio que não seja de serviço. porque quando olho os outros eles parecem tão melhor estruturados?é porque talvez eles estejam mesmo. como faço para chegar lá? como faço para ter mais segurança e confiar que estou no caminho?vontade de coçar até machucar. que insuportável essa posição. será que exercícios? será que estudos? será que meditação? não sei. tenho tido vontade apenas de tocar violão e conversar com as pessoas. de repente me senti mal e incapaz - mesmo sabendo que é ilusório. estou mega bem e leve, porque esse sentimento acomete do nada? a dor de cabeça vem e volta. e acho que já sei porque. estou resistindo a assumir pra ele. não sei o que ele pode falar ou fazer comigo. arrepio. de repente um frio incômodo. tenho me sentido muito irritada com as coisas. explosiva. não aguento mais aguentar calada. mesmo sabendo que falar demais é incômodo. mas pra quem nunca falou, será que é incômodo mesmo? até sangrar, é um prazer que sei que machuca. meus pés que me levam sabem bem. olha ela voltando com pontadas atrás dos olhos. frio de novo. só quero dormir. mas quero evitar dormir porque o sentimento de inutilidade volta com tudo. pela primeira vez não sinto culpa. sinto tremores. está falso frio. mas minhas mãos estão quentes.

escrito em 24.05.17 durante um início de crise de ansiedade. a crise acometeu no dia seguinte de manhã. ainda quero documentar o que acontece durante uma crise, mas nunca consigo ter forças para escrever enquanto ela acontece, e nem consigo lembrar o que sinto depois que ela passa. 

17 de maio de 2017

0.007%

você não acha que esta ficando muito superlativa a importância que você ta dando pra essa coisa toda? tu ta fazendo um drama mexicano por conta de 0.007%. sabe? é uma parcela muito pequena pra isso, cê não acha? as trocas de ideias foram boas, mas não foram transformadoras absurdamente. eu não encontrei o nirvana por causa dos papos que tivemos. foi legal, mas foi só.
em nenhum momento eu falei que foram ruins as coisas que a gente fez. eu só falei que não queria mais. e vamos ser claros aqui: você contribuiu com meia dúzia dicas e me indicou uns links. e foi só. pare de achar que você foi todo o meu processo ou contribuinte assíduo para meu desenvolvimento e crescimento. e só pra alinhar: eu que te expliquei os detalhes do meu trabalho e dos conhecimentos intelectuais que possuo - e não o contrário.

16 de maio de 2017

536

o ego grita mesmo. duvida a todo tempo. último mês dei um tempo pra me reencontrar. perguntei como estavam as coisas e as respostas foram bem melhores do que imaginei. não é que fortalecer a intenção e desapegar do resultado funciona mesmo??
deu tão certo que hoje sinto uma plenitude mais legal e leve que há muito não sentia.
tudo é novo. inclusive a novidade dos seus olhos apertadinhos que me fazem tão bem.
não botava fé, mas nesse mundo é mais rápido mesmo.
ainda bem que te encontrei. te vi no mês passado sem ao menos te conhecer e olha só, cá estamos numa troca intensa de sorrisos. círculo vermelho no fundo branco, você veio pra deixar tudo mais bonito.
é tão natural. pela primeira vez em muito tempo não tenho medo como antes. finalmente estou livre dos bloqueios e pronta pra mergulhar.

5 de maio de 2017

dança

https://www.youtube.com/watch?v=Mvym9SlKVxc

"Dançamos tanto tempo sem saber
Qual era a hora de parar"

nunca fui de dançar, você sabe.
mas aquele dia, aquele dia que passamos a madrugada naquele recinto pseudointelectual.
sob a chuva, cantarolamos a música do Sinatra e você me guiou de forma desajeitada.
bizarro como tu tem vindo na minha memória por esses dias.
saudades daquele fdp inteligente, ela falou ontem.
de forma platônica, como adolescente, me esforcei - sem real esforço - para lembrar o nome do teu canto aqui na rede. e lendo seus pensamentos, isso me faz próxima. de maneira torta e pacífica.
falei de você depois de muito tempo, e sua magnitude ainda existe. você conecta, mesmo ausente. sei que existe brilho, ainda existe encanto.
adorava não ter que fazer as conexões porque você já se embrenhava e cuidava disso, com maestria. esses dias ouvi seu riso. sorri de volta. fica bem.