Páginas

7 de fevereiro de 2017

babalu - parte 2

Arco Iris
Verde
Vermelho
Roxo
Cinza 
Azul
Laranja
Rosa
Amarelo
Preto
Branco

Uva
Morango
Sabor
Doce

Gota

Gato
Óculos
Orelha
Luva
Cabelo
Topete

Balões
Mordida
Inciso
Sombra

Letras
Localidade
Linguagem
Globo

Esfera
Túnel
Traço
Barra
Ponto
Elipse

Circulo
Retângulo
Horizontal
Vertical
Vazio
Transparente
Apoio
Tudo
Nada

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

babalu - parte 1

Ângulo do teu braço, cabeça apoiada na mão
Vértice do seu sorriso
Que converge num vórtice de sensação
Curva da alma que forma aquele nó sem juízo.

Contraste da minha pele com a sua, densa
Visco do calor no contato
Fluidez de energia de forma intensa
Aprovação que toca o ápice do palato.

Guitarra vibrando o acorde do seu olhar
Piano tocando no tom da sua batida
Flauta comandando seu jeito de andar
Violino acompanhando essa cidade florida.

Daqui a pouco o Sol vai aparecer
Como boia no céu que flutua com graça
Faz tempo que não vejo seu nascer
Recompensa que aumenta conforme o tempo passa.

Já é certo que você precisa descobrir o código
Informação de redes neurais
Ciência do ser pródigo

Conhecimento dos vários tipos numerais. 

desco-nexo

Acho que a inspiração foi embora de vez. A mente está vazia, procurando refúgio no transitório – o maior erro que a consciência pode cometer. A inquietude do corpo acompanha os devaneios, que vem e vão com a velocidade da luz.

A improdutividade é totalmente evidente e como prova te dou esse trecho totalmente sem sentido, pois nem na mente onde foi concebida lhe é familiar.

Fico pensando no que escrever em meu livro. Talvez sobre fluidez, por ser umas das coisas que mais domino e que ninguém específico me ensinou. Assim como escrever, onde simplesmente comecei com tenra idade e nunca mais parei.

Observo como os parágrafos estão ficando cada vez mais desconexos e curtos. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

voracidade

Mais duas ondas e estamos livres para seguir. Passou mais rápido do que imaginei. Certamente pensei que ia ser mais custoso, mas ficou tudo bem. Está tudo bem. Para uma primeira experiência, está ótimo.

Outra coisa: nunca imaginei ser capaz de escrever tanto num período. É extremamente gratificante verificar e experimentar seu próprio poder de forma plena. A brisa agora não é mais leve e acolhedora. Um pouco mais fria, traz o chamado para a ação.

Imagina escrever um TCC com essa voracidade incrível, com essa capacidade de encontrar significado em algo que não seja tão profundo assim? 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

partindo

“Quando você se sente um turista em sua própria cidade, é hora de partir”. 

Esse trecho casa muito comigo. 
Acho que é por isso que mudo muito. 
Porque num momento faz todo o sentido, 
e no outro nada faz. 
Como lidar? Partindo. 
O meu ou o dos outros, 
mas o coração sempre é a barreira.  

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

sinal emocional

Eu não sei o que dizer. 
Ainda estou escolhendo as palavras para te responder, sabia? 
Foi mais do que inesperado receber um sinal de vida seu depois de tanto tempo. 
Eu achei que já tinha superado, 
mas não totalmente. 

Só sei que ter visto sua mensagem não teve sinal emocional em relação a você, 
mas sem dúvida fez com que eu me libertasse. 
Porque, graças a você, posso seguir em frente com meu coração aberto de novo. 
Por isso, gratidão.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

marcha, rê!

Você acabou de vir na minha mente. 
Deve ter havido alguma comunicação extra, 
porque senti sua angustia. 
Chora, meu bem. 
Chora que faz bem. 

Represa nenhuma é eterna, uma hora precisa extravasar. 
Escrevo isso de coração, porque já passei pelo que você passou. 
Sei das suas tristezas, suas ânsias por liberdade 
e finalmente consigo compreender que a mudança não é só pelo incômodo, 
mas também pela vontade de mudar genuína e pura como ouro. 

Não é mudar porque está ruim, 
mas sim, porque busca algo melhor. 
Você merece isso e muito mais. 
Já tem batalhas vencidas aos montes na vida, 
essa é só mais uma. 

Quando você superar, 
porque você vai superar, 
contará essa história com mais gloria. 
Tudo ao seu tempo. 
Sei como é pesado valorizar e não receber valor. 
Mas não desista! 
E não tem essa dos outros não deixarem, 
mas sim de você deixar a si voar, 
para qualquer direção ou Marcha, Rê! 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

prêmio acelerado

As coisas são muito fáceis de entender racionalmente, mas a pratica não. 
E é justamente experimentar o que se lê que se torna o grande desafio. 
Vários se gabam dizendo “sei tudo o que li, que ver?” 
– e começam uma cascata de textos decorados e exibições de diplomas e certificados. 

Quem disse que isso prova algo ou uma coisa? 
Por favor, pare. 
Mostra o que você faz e como vive sua vida. 
Mostra suas receitas de bolo que você criou 
e o seu jeito de prender o cabelo de lado. 
Mostra suas superações, sua resiliência 
– o quanto seu elástico esticou sem quebrar, 
e como hoje parece intacto. 

Isso é vitória, não o que dizem por aí. 
Não tem a vez com troféu de ouro, 
mas com brilho no olhar de quem completou a missão por si. 
O prêmio fica acelerado, 
do lado esquerdo do peito. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

sobrepor memórias

Fico curiosa com a necessidade de sobrepor as memórias que foram construídas. 
Acho graça porque parece uma tentativa desesperada de esquecer o inesquecível.
Depois de um tempo a gente sente as coisas de maneira muito mais clara. 
E como isso é um ciclo, um vício; mas talvez você não consiga perceber. 

Até passou pela minha cabeça perguntar 
se as memórias que construímos 
não foram também uma tentativa desesperada 
de sobrepor o que já existia em você. 
Era novo para mim, mas não para você. 
E hoje é novo para ela, e não para você. 
De novo, pela enésima vez. 
Talvez esteja num poço tão sem fundo 
que esqueceu que é possível fazer diferente.

Às vezes dá muita vontade de entrar na mente das pessoas, 
mudar as peças, sacudir e falar: 
você não tá vendo que isso está te matando? 
A doença é mais simples de entender do que parece. 
Chama apego.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

paradoxal

De volta a programação normal, soneca de dez minutos unida com panquecas de blueberry com banana e chocolate fizeram toda a diferença. É chocolate, acorda qualquer mente sonolenta. Quimicamente, sei que o efeito durará apenas alguns minutos. Mas vou aproveitá-lo da melhor forma. Porque chocolate é carga rápida de energia e alegria. Mas o rebote é que mata. Assim como qualquer atalho. Você chega mais rápido, mas terá a mesma integridade e certeza? Quando um pêndulo é puxado para um lado extremo, só ganha força para ir para o outro lado.

Acredito que estou chegando perto da barreira paradoxal: de estar com tanto sono que daqui a pouco não terei mais sono.

Passei da barreira! São 02:27 e o sono foi embora! 
Me deixou, como se nunca estivesse estado aqui. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

aleatoriamente linear

No intervalo pesquisei o que é crônica, e acho que não tem nada a ver com o que estou escrevendo aqui. Principalmente porque esse é um texto corrido: crônica geralmente é um recorte do cotidiano e de curta duração/leitura. Mas quantas vezes nos preocupamos com coisas absolutamente irrelevantes? O importante não é a expressão do ser?

A indisciplina está querendo tomar conta, bem como a fadiga física. Algo me diz que eu deveria ter dormido melhor da noite passada.  Você também sente como se sua mente tivesse sumido por um instante, aí você começa a falar e expressar coisas sem sentido? Acho que estou sentindo isso agora. As musicas ajudam, mas funcionam apenas por um instante. Quero bater as 2000 palavras antes do próximo intervalo.
Bateu uma dúvida aqui: será que eu poderia mandar o rascunho completo desse jeito? E o que os caras vão achar? Será que eles vão achar alguma coisa? Acho que não né, vai saber! Bate aquela expectativa, como lidar?

Vamos, não desista! Faltam somente mais 120 palavras. Me ajuda ate ajudar. Não custa nada. Imagina a recompensa de ver o sol nascer na praia de verdade. Porque você merece. Maior prêmio, vai?! Faz tempo que você não se recompensa. Já percebeu que você vem de um terremoto de punições, por não ter conseguido cumprir nada do que prometeu pra você? Esqueceu que culpa e esse sentimento punitivo não servem pra nada? Mais 50 palavras. Faltam 17 minutos para o próximo intervalo. Será que tiro uma soneca? Não sei se dá tempo. Tenho medo de dormir sem fim, porque demoro demais para me conectar com o propósito. Por isso nunca paro. Por puro medo de não conseguir de novo.

Consegui. Preenchendo cada espaço de palavras, onde o linear faz menos sentido que o aleatório. Porque tudo é não linear. Acho que dez minutos nunca demoraram tanto tempo para passar. Como eu queria dormir. O sono derruba mesmo.  

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

além-força

Ficar sem internet realmente é uma experiência mais incrível do que parece. Viemos aqui para a praia só porque sabemos que aqui não tem Wi-Fi, puramente para ficar longe das influências. Olha que loucura! Não vir para a praia, mas ter que viajar quase 100 km para não se sabotar. Não poderíamos simplesmente desligar o roteador? Claro que não. Porque experiências reais não são manipuláveis. E isso pode realmente fazer milagres, sem exageros. Se eu considero um milagre retirar todos os gatilhos de autossabotagem da minha frente? Sem dúvida.

Engraçado que eu nem sei se tem nome o estilo que estou usando para escrever. Não sei nem se é um estilo. Bate a insegurança do tempo todo. Mas vou mandar assim mesmo, não precisa ler tudo. Eu vou publicar nos meus rascunhos para ficar gravado, assim como os mais de 280 que já escrevi. Fico pensando se um dia alguém vai ler o que eu escrevo e realmente achar legal – além-força que recebo dos amigos apoiadores. É aquela frase, não preciso de pessoas que concordem comigo, porque a minha sombra faz isso muito melhor.

O sono começa a bater, a vontade de prosseguir existe, mas está perdendo força. De repente a música da playlist – que escuto há meses - ficou mais acelerada. Ou será que ela foi sempre assim, e eu que nunca percebi? Só sei que vai ser engraçado gravar algum áudio ou compartilhar o que estou escrevendo aqui. Essas palavras são apenas reflexos de olhos semicerrados e mãos singulares habituadas a navegar pelas madrugadas. Elas estão privadas de algum sentido até um retomar minha consciência. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

50

Conexão de família é uma coisa doida e linda. Quem diria que haveria conexão com a década de 50? O que mais encanta, sem dúvida, é a capacidade de olhar com bom humor para toda a jornada. Mais de sete décadas de história para honrar e receber com prazer a enxurrada de aprendizados que dominou o caminho. Como foi dito uma vez, a gente repete o filme até aprender. Por isso as lições já parecem conhecidas. Por que o tempo passa, mas a essência não muda; por isso caracteriza tudo de forma única. Ninguém disse que ia ser fácil, mas tudo pode ser muito mais simples. É uma questão de escolha. E você pode escolher ser mais feliz.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

gratidão sorridente

Uma coisa é quando a amizade vai embora porque quer. Mas e quando vai sem aviso e sem despedida, ainda dói pra aceitar. A gente compreende “daquele jeito”, mas a lembrança é algo sem vergonha. Ainda me lembro do seu bilhete de despedida, que você entregou ao meu irmão pedindo para que eu não sumisse. E dois meses depois foi você que partiu, mas não da memória. Impossível esquecer seu sorriso e seu brilho de sol ao lidar com quem não tinha força para lidar consigo mesmo. Há dois dias foi seu aniversário, e eu senti sua presença, de novo como todos os anos. Você é reflexo das boas memórias, melhor exemplo real de legado. Acho que no fundo, você é minha inspiração para fazer o que eu faço hoje. Talvez tenha partido de sua partida. Continua olhando por nós daí de cima, que por aqui minha gratidão continua sorridente, como você.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

entrega!

E aquela amizade que antes, tão essencial e hoje, tão desconexa. Nada é por acaso mesmo, porque as coisas duram exatamente o tempo que tem que durar. A gratidão permeia as lembranças, os sorrisos e as risadas proporcionadas nas madrugadas. Os compartilhamentos a fio, hoje perdidos por um desvio de entendimento e afastamento impulsionado pela raiva e incompreensão. Talvez essas idas e vindas tenham um motivo que apenas será entendido quando tiver que ser. Essa deve ser a experiência máxima do desapego, porque deixar ir alguém que você aprecia é uma coisa dolorosa. Mas, pensando bem, talvez nem tão dolorosa assim. Pela primeira vez, sinto-me liberta. Quem se sente metade, vai enfrentar obstáculos do tamanho do Everest até entender finalmente que já se nasce completo. Tudo a seu tempo, quando e se tiver que ser. Entrega!

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

vai que vira fogo

Mais uma caixinha de pensamento cabe àquela pele branca que reluz no sol, com seus reflexos vermelhos que conquistam cada dia mais espaço. Vai ampliando e abrindo o mapa como naquele jogo de explorar. Mas e o medo da entrega, como que faz para lidar? Procura no Google, acho que é melhor. Mas eu entendo, é que já bagunçaram uma vez, quem garante que não vai ter bagunça de novo? Por outro lado, o pânico já diminuiu sua amplitude, agora está apenas fazendo cócegas incômodas e intermitentes. Já dá para perceber a cabeça do que está nascendo. Esse sentimento está saindo do hibernar. Estava dormindo, roncando, parecia até sem vida. Mas o reflexo vermelho não deve ser por acaso, deve ser resquício de fagulha de coisa boa. Me deixe acreditar, só mais um dia. Vai que vira fogo, e volta a aquecer. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

sustento(a)

Primeiro, o quarto que não era mais seu. 
Até poucos dias, tinha segurança de poder voltar à hora que quisesse para a casa da mãe. 
Mas não vai ser mais cômodo ter esse cômodo.
 A mãe está fazendo reforma, começou essa semana. 
Vai fechar parte da casa e começar a alugar para levantar recursos. 
A situação está difícil, mas foi o único jeito encontrado. 
O único e melhor. 
Garante sustento de um lado, 
e sustenta a decisão do outro: 
não tem mais volta. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

tecer lógica

Olhou pela janela, sentiu a brisa no rosto. 
Trouxe aquele sentimento de paz que há muito não sentia. 
Ficou imaginando as histórias das outras janelas. 
Como se fosse um guarda, que vigia e garante a segurança da memória. 
Cada luz uma família, com sorrisos e conflitos. 
Assim como todas as outras. 
Sentiu falta da sua, que ficou lá em São Paulo. 
Tantas mudanças permeando sua mente, 
nem sabia por onde começar a tecer lógica. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

escrever sem fronteiras

Em uma hora, quase 3000 caracteres escritos. Na prática, se multiplicado por 6h, já descontando os intervalos, dá pra escrever uma história de 18.000 caracteres.  Conto para publicação leva 8000, quase dois contos. Dois contos de réis. E eu disse que ia escrever uma crônica de tema livre. Hahaha que patético, eu nem sei se eu sei escrever uma crônica. 

Eu já escrevi bastante. Lá para 2011, eu escrevi várias crônicas e com uma facilidade absurda. Parecia que eu já chegava com a história pronta. Eu olho para trás e fico impressionada com o que eu mesma produzi. Nem parece eu.  Assim como os poemas. Já escrevi muitos poemas. Poesia era realmente o meu forte e o foi por mais de dois anos. Não sei para onde foi esse talento ou jeito de escrever.

Sei que cá estou, com a mente girando em círculos, indo e vindo do passado como se fosse um carteiro. Porque as mensagens que escrevi no passado são verdadeiras lições para o meu eu do presente. Quando digo que escrever é quase uma experiência espiritual, não estou brincando.

Quero cumprir esse desafio puramente para ver até onde vai minha capacidade de escrever sem fronteiras.

Eu queria cantar. Expressar sem ser de forma escrita. Porque escrever tem me completado de uma forma sublime e fluida. Mas você sente que falta alguma coisa, sempre sente. Normal, o contraste de satisfação é evidente. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

já sou

“E se eu pudesse apenas iluminar o mundo um dia?” 
Será que todo mundo tem essa vontade de conquistar mais do que tem? 
E se não tiver essa vontade, que problema tem? 
Ainda não está saindo do coração, 
mas sim da empolgação e da euforia. 
Com o passar das horas acho que isso muda.

A impermanência, inclusive, permeia todas as mentes. 
E por isso, mais uma tentativa frustrada 
de tentar escrever sem parar, por oito horas. 
Aonde isso vai me levar?

Eu poderia começar inserindo um personagem, né? 
Talvez tornasse essa jornada um pouco mais legal. 
Ella que vai que acompanhar. 
Conheçam Ella, uma moça extrovertida, carinhosa e altamente perspicaz.

Pensando melhor, não. 
Construção de personagem nunca foi o meu forte. 
Mais profundidade do que posso inventar, não preciso. 
Já sou. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

meditação escrita

Nem sei se essa é uma forma correta ou não de escrever. Sei apenas que é o estilo que adotei e que traduz minha mente confusa. Já sei que preciso parar com os estereótipos. Descobrindo palavras novas, duas já que o programa me corrigiu.

É engraçado, mas não deixo de pensar nas outras pessoas. Acho pouco provável que nessa madrugada saia um Best-seller, mas fico pensando se alguma expectativa atinge esse patamar.

Acho que sim, né? Não tem nada demais. As expectativas circundam qualquer ser, faz parte. A grande questão é aprender a lidar com elas. Sem apego. Se sair um Best-seller: maravilha! Mas acho que não. Talvez isso aqui até vire apenas um registro de pensamentos durante a madrugada. Quase uma meditação escrita. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

ângulo

Se às vezes vejo de um ângulo, 
transformo num vértice congruente a você, 
numa tentativa ensandecida de tentar conexão. 
Mas não é assim, 
sabemos que não é dessa maneira que funciona.

Meu objetivo hoje é escrever até o fim.
Se vou aguentar, não faço a menor ideia,
Mas fazia anos que não me sentia assim.

Os trinta minutos se passaram.
Ângulo dos ponteiros que mudaram.
E que vértice é esse do seu sorriso
Convertendo minha forma,
Deixando-me no piso.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

caminhando

Janela aberta, a brisa entra sorrateira. 
Nessa noite, quente e úmida, me encontro num dilema. 
Tenho algo a produzir, para entregar pela manhã, 
mas o caminho mais certeiro que compreendo é falar (ou escrever) conforme as teclas são atraídas pelos meus dedos. 
Como uma melodia, ponho-me a organizar essas palavras 
como se eu e o mundo fossemos um só. 
A unidade é encantadora. 
Primeira experiência do gênero.

Tudo que é novidade tem um gosto diferente, já percebeu? 
Meus dedos caminham sobre você 
como se eu já soubesse sua melodia de cor.

O problema que todos enfrentam: 
porque a falta dela não pode fazê-la completa? 
Procuramos o tempo todo algo que já temos dentro de nós. 
Se a criatividade existe já em forma fluida, 
porque buscamos concretamente em outros universos?

Sempre quis algo assim, 
uma missão externa criando uma egrégora 
que ajudasse a externar o que às vezes tenho tanta dificuldade. 
Eu sinto que está dentro de mim, 
mas parece errado – 
mesmo sabendo que não há certo ou errado. 
Tudo é perfeito como é.


Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

1 de fevereiro de 2017

deixe ir

Pode ter sido algo ou alguém. Uma situação de ontem, semana passada ou 5 anos atrás. Qual foi a última vez que você perdoou?
O perdão liberta. A gente sabe disso, a gente fala que perdoa, mas a prova só vem quando aquele gatilho acontece de novo e te faz lembrar, com tristeza daquela situação. Aí, você torce para que não chorar novamente, não que nem da última vez, onde seu sorriso sumiu em 3 segundos.
O perdão caminha lado a lado com o desapego. É uma das coisas mais difíceis que o coração tem que enfrentar, mas a recompensa é tão (ou mais!) intensa quanto o esforço. Por que, você pode até tentar uma substituição de memórias. Mas seu coração… ah, ele não esquece fácil assim. 
“Você tem que ouvir seu coração” certamente é um dos conselhos mais populares do mundo. Mas o quanto realmente aplicamos na prática? 
Eu sei que é difícil. Mas é possível. 
Que ter seu coração e mente livres para seguir em frente seja um motivo forte para que você deixe ir aquela sentimento que te trava. 
Seu sorriso é a coisa mais preciosa que o mundo ganha todos os dias. Não deixa que ele suma por assuntos mal resolvidos. O passado não precisa guiar seu futuro. Perdão é um poderoso caminho de libertação. Deixe ir. Vai ficar tudo bem. Você não precisa desse sentimento.