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7 de julho de 2017

retomada

minha mãos estão quentes de novo. há poucos minutos aquela aceleração no coração. mas acessei a paz interior. o ensinamento do poder do agora veio em boa hora. (to zion I fly on) respiração, meditação, presença. estudei Lucas. a parte que fala sobre amar os inimigos fez tanto sentido. se quiser bater num lado, dê a outra face também. não há impeditivos. não julgue para não ser julgado, ame para ser amado. Senhor, que seja feita a Sua vontade. me coloco à disposição para ser instrumento de Vossa paz. às vezes não compreendo a missão, mas entrego a Ti todo e qualquer mérito ou julgamento, porque a fé que tenho é o que me guia neste momento. todos os medos foram embora. e que, se for permitido, eu possa passar esse ensinamento para frente. quando disserem que não é possível, que me dê força para guiar mais um. sinto sua presença de paz e luz, Senhor. Pai, que fala comigo através de vibrações, gratidão por conseguir sentir sua presença e conseguir acessar esse estado de paz. (Forgive everything that has ever happened) Me perdoe pelas vezes que me desvio do caminho. Rogo que o Senhor seja sempre minha luz para que eu volte ao Centro. Gloria in Excelsis Deo.

coração e balança

conversar com você me traz a lucidez necessária para retomar a caminhada. não vamos desistir de sermos bons só porque o mundo mostra que essa não é a direção que a maioria está tomando. fortalecer a intenção de nos manter firmes no caminho do coração e da balança, do fazer o bem sem olhar a quem e no que move em direção a luz. obrigada por não me deixar sozinha. obrigada por estar comigo há tantos anos.

espelho

melhor não falar sobre, porque qualquer coisa vira espelho.

deixa

acabei de receber um não. é difícil. e já sei porque estou sofrendo. porque criei expectativas. posso reverter. mas acho que pra essa área não adianta muito negociar, sabia? as coisas tem que fluir naturalmente. e se é necessário algum tipo de esforço, então já não vale.

26 de junho de 2017

pilar

aquela vontade de fugir sempre presente. sumir rapidinho para recuperar as energias e depois voltar. revi meus textos e sinto isso há anos. a diferença é que hoje não me sinto mais sozinha, como antes. porque aí vem a prova que sua família te ama e não vai te deixar desistir nunca. obrigada por toda a força que vocês me dão. obrigada pelo apoio e amor incondicional. espero que entendam que quero seguir essa jornada sozinha. eu preciso aprender por minha conta. se eu fugir para o abrigo toda vez, nunca saberei como é enfrentar uma tempestade. obrigada por respeitarem.como olhos cheios de lágrimas escrevo esse texto. família é tudo. mesmo longe, me sinto perto de vocês. obrigada.

compreensão

estou sentindo uma forte afinidade com orgulho e arrogância. e pensando bem, acho que tenho essa familiaridade há décadas, desde criança. depois que eu entendi que minha mãe não me dava parabéns para não fortalecer o meu ego que se dizia inteligente e perfeito, eu entendi muita coisa. ela fez isso por amor, e talvez isso tenha contribuído muito. a questão é que agora eu estou sentindo essa energia de orgulho muito forte e acho que está gerando conflito porque essa é uma coisa que tem que ser limpa. talvez eu tenha que me achar mesmo, sofrer com essa diferença de energias, para aprender que 175 e 530 não podem coexistir. e o sofrimento está sendo gerado porque há insistência e resistência. a energia 175 não aguenta, e por ser mais fraca, ela vai embora. por isso a crise. é uma parte minha que está morrendo.

con-fusão de ideias

eu sinto que antes de fazer qualquer coisa eu preciso estar aqui. único lugar de fluidez verdadeira. a confusão está maior e mais densa do que das outras vezes. tudo está muito difícil. eu sei que não posso ficar falando isso, porque só reforça a ideia de vitimismo, mas está mais difícil sim.
eu sei exatamente o que fazer, mas por algum motivo, (o mesmo vitimismo talvez?) não estou tendo forças para fazer. passa na minha mente a questão financeira, os calotes, os atrasos. as novas perspectivas de fechamento, os novos projetos. os ensinamentos que tenho que passar para frente. a vontade que tenho de falar com você, mesmo sabendo que não é mais minha responsabilidade, mas eu sinto que é. há a isenção mas ao mesmo tempo a existência. já não sei mais como é pensar com clareza e decisão. estou me sentindo incompetente. como se eu não soubesse fazer mais nada direito. nem falar, nem andar, nem criar. único refugio que vejo agora é a música, arte, desenho, cores, leitura, videos e aprendizado. querer muitas coisas ao mesmo tempo me incentiva, mas me suga muita energia, fazendo com que minha concentração fique pífia por tempo indeterminado. um mes que não escrevia aqui. e não porque estava tudo bem, mas porque eu não estava tendo forças para ficar aqui. computador e celular me lembrar cobrança e atrasos. ao invés de resolver as pendências fico apenas falando delas. que jeito inefetivo, não? graças a você consegui sair da cama ontem e ir fazer algo diferente do habitual. nunca havia jogado tênis, foi uma experiência legal.

25 de maio de 2017

drop enigma

ainda não sei com clareza o que você pensa. você será um eterno enigma, pois nunca sei se apoia ou não. mas estou feliz que estou tendo liberdade e confiança para compartilhar. espero que entenda essa demora, causada pelo medo. espero que o processo seja parecido com ele também.

drop receio

eu tenho medo de te falar as coisas. você parece tão difícil de acessar. como se tivesse uma grande muralha que me impede de chegar aí. eu fico ensaiando, tentando achar o momento perfeito para te falar o que me aflige a semanas. é uma pressão interna tão forte que estou com dores de cabeça frequentes por causa disso. eu sei que é por isso. como compreender que alguém tão próximo é tão distante?eu só queria te falar as coisas sem medo de represálias. queria falar com liberdade, como há tanto tempo vejo por aí. às vezes acho que vai ser mais fácil do que parece. mas e o medo pelo histórico? só de pensar nisso, meu coração já acelera. por outro lado, a não aceitação eu já tenho. tudo o que vier é bônus.

drop insistência

eu ainda tenho medo de você. estaciono meu carro e fico olhando em volta com medo de você aparecer a qualquer momento. me sinto perseguida até hoje. todo mundo te achava esquisito, menos eu. mas estou começando a achar que eles estavam certos. você criou mais problemas do que trouxe soluções, como imagina que eu consiga aceitar você de volta em minha vida? desisti de você, sim.

prisão e liberdade

escutar músicas que elevam a vibração tem sido a saída que mais funciona para que eu saia das crises. músicas espirituais, mantras. hoje escutei morada, metade de mim, everything, river flows in you, raridade. depois fui tocar metade de mim. a música tem salvo minha sanidade, sou grata por conseguir lembrar de escutar durante esses momentos de baixa. nesses momentos sinto tremores, um frio absurdo e uma vontade de ficar imóvel, na cama de preferência. tudo escuro, no quarto, em silêncio. de repente um lampejo de luz, pego o celular e abro o player de músicas espirituais. num momento, prisão; no outro, liberdade.

durante crise

estou me sentindo estranha de novo. como se nada fizesse sentido. a vontade de fazer as coisas está mínima. estou sem concentração ou força para trabalhar e fazer as minhas coisas. tenho uma penca de tarefas para completar, tarefas importantes do trabalho, mas ficam vindo pensamentos lamuriosos e me entrego a eles. nunca senti tanto sono quanto nesses últimos dias. e não estou conseguindo me livrar com facilidade da culpa pela improdutividade. estou me sentindo meio sem saída, com vontade de desistir de tudo e voltar pra uma vida comum. mas só de pensar em voltar já não gosto. não gosto da prisão de ideias. a ideia fixa de ter um assistente pra me ajudar com o operacional. acho que não quero mais operacional. quero fechar negócio. quero ter um negócio que não seja de serviço. porque quando olho os outros eles parecem tão melhor estruturados?é porque talvez eles estejam mesmo. como faço para chegar lá? como faço para ter mais segurança e confiar que estou no caminho?vontade de coçar até machucar. que insuportável essa posição. será que exercícios? será que estudos? será que meditação? não sei. tenho tido vontade apenas de tocar violão e conversar com as pessoas. de repente me senti mal e incapaz - mesmo sabendo que é ilusório. estou mega bem e leve, porque esse sentimento acomete do nada? a dor de cabeça vem e volta. e acho que já sei porque. estou resistindo a assumir pra ele. não sei o que ele pode falar ou fazer comigo. arrepio. de repente um frio incômodo. tenho me sentido muito irritada com as coisas. explosiva. não aguento mais aguentar calada. mesmo sabendo que falar demais é incômodo. mas pra quem nunca falou, será que é incômodo mesmo? até sangrar, é um prazer que sei que machuca. meus pés que me levam sabem bem. olha ela voltando com pontadas atrás dos olhos. frio de novo. só quero dormir. mas quero evitar dormir porque o sentimento de inutilidade volta com tudo. pela primeira vez não sinto culpa. sinto tremores. está falso frio. mas minhas mãos estão quentes.

escrito em 24.05.17 durante um início de crise de ansiedade. a crise acometeu no dia seguinte de manhã. ainda quero documentar o que acontece durante uma crise, mas nunca consigo ter forças para escrever enquanto ela acontece, e nem consigo lembrar o que sinto depois que ela passa. 

17 de maio de 2017

0.007%

você não acha que esta ficando muito superlativa a importância que você ta dando pra essa coisa toda? tu ta fazendo um drama mexicano por conta de 0.007%. sabe? é uma parcela muito pequena pra isso, cê não acha? as trocas de ideias foram boas, mas não foram transformadoras absurdamente. eu não encontrei o nirvana por causa dos papos que tivemos. foi legal, mas foi só.
em nenhum momento eu falei que foram ruins as coisas que a gente fez. eu só falei que não queria mais. e vamos ser claros aqui: você contribuiu com meia dúzia dicas e me indicou uns links. e foi só. pare de achar que você foi todo o meu processo ou contribuinte assíduo para meu desenvolvimento e crescimento. e só pra alinhar: eu que te expliquei os detalhes do meu trabalho e dos conhecimentos intelectuais que possuo - e não o contrário.

16 de maio de 2017

536

o ego grita mesmo. duvida a todo tempo. último mês dei um tempo pra me reencontrar. perguntei como estavam as coisas e as respostas foram bem melhores do que imaginei. não é que fortalecer a intenção e desapegar do resultado funciona mesmo??
deu tão certo que hoje sinto uma plenitude mais legal e leve que há muito não sentia.
tudo é novo. inclusive a novidade dos seus olhos apertadinhos que me fazem tão bem.
não botava fé, mas nesse mundo é mais rápido mesmo.
ainda bem que te encontrei. te vi no mês passado sem ao menos te conhecer e olha só, cá estamos numa troca intensa de sorrisos. círculo vermelho no fundo branco, você veio pra deixar tudo mais bonito.
é tão natural. pela primeira vez em muito tempo não tenho medo como antes. finalmente estou livre dos bloqueios e pronta pra mergulhar.

5 de maio de 2017

dança

https://www.youtube.com/watch?v=Mvym9SlKVxc

"Dançamos tanto tempo sem saber
Qual era a hora de parar"

nunca fui de dançar, você sabe.
mas aquele dia, aquele dia que passamos a madrugada naquele recinto pseudointelectual.
sob a chuva, cantarolamos a música do Sinatra e você me guiou de forma desajeitada.
bizarro como tu tem vindo na minha memória por esses dias.
saudades daquele fdp inteligente, ela falou ontem.
de forma platônica, como adolescente, me esforcei - sem real esforço - para lembrar o nome do teu canto aqui na rede. e lendo seus pensamentos, isso me faz próxima. de maneira torta e pacífica.
falei de você depois de muito tempo, e sua magnitude ainda existe. você conecta, mesmo ausente. sei que existe brilho, ainda existe encanto.
adorava não ter que fazer as conexões porque você já se embrenhava e cuidava disso, com maestria. esses dias ouvi seu riso. sorri de volta. fica bem.

17 de abril de 2017

10 ciclos

fui com intenção de limpeza. sabia que iria acontecer. a purificação da mente é poderosa. simples e transformadora. pensando bem, acho que nenhum adjetivo chega aos pés da capacidade de bem e verdade que a purificação traz. sou grata pela oportunidade de ter ingressado na jornada pela segunda vez. como não era mais novidade o processo, minha atenção ficou extremamente aguçada para a técnica. disciplina, silêncio e introspecção. fortalecimento da intenção com força de 10 ciclos . muita metta.

fogo de limpeza

passei os últimos dias agradecendo por ter acordado antes do incêndio ter consumido toda minha morada. fazia tempo que não sentia gratidão nessa intensidade. o trabalho de cura foi intenso, e hoje consigo falar do assunto com mais fluidez. fico feliz disso não fazer mais parte de mim. nem todo fogo é bom. em horas oportunas ele aquece, produz, transforma. mas agora, acho que o fogo consumiu-se por inteiro. nem cinza resta. fogo de limpeza. gratidão e liberdade.

31 de março de 2017

aiug

a culpa vem e vai, mas não convence.
a culpa faz com que você se sinta maior que o outro. com a intenção de diminuí-lo para que você se enalteça. o ego chora, mas se esquece que não é Deus. é o que liberta, é o que faz tremer, é o que faz agitar. mas depois vem a calmaria. por favor venha, rogo a ti. liberta meu coração dessa prisão. você não o obrigou a fazer nada, cada um tem a sua história e contexto. não é sua obrigação salvar o mundo. ajude quem quer ser ajudado e faça o bem, sempre com intenção de amor. há necessidade de cura. estou perto, sinto isso. está próxima . virá quando tiver que vir. pelo menos o frio e os tremores cessaram. gratidão. minhas mãos estão quentes novamente.

ic

depois de quase um ano de fim de ciclo, você apareceu de novo no pensamento. me fez sorrir de forma aquecida, depois de tanto tempo. nem lembrava como era sorrir assim. de verdade.
ontem estava no nosso local e lembrei da história do estacionamento, das risadas que demos, da intensidade de tudo. aquela região me lembra tanto você. daqui a pouco é seu aniversário de novo, e estarei no mesmo retiro. agora com novas coisas pra resolver aqui dentro. faz parte. hoje estava comendo pipoca doce e fiquei pensando em como seria em te encontrar de novo. lembrei do que quanto conheci São Paulo, graças a você e a sua paixão pela cidade. paixão pela vida.
toda vez no pé da escada me lembro do sorriso que você abria. me lembro de sorrir também. hoje você constituti a melhor memória. eu sinto sua falta. e fico feliz que não dói mais admitir isso. nós dois traçamos nossas rotas diferentes, e é melhor mantermos assim. por fim, demorou, mas você saiu da categoria dedo podre. hoje você merecia o Oscar'inho.





infinictum

num primeiro momento, mexe. não vou dizer que não. incomoda absurdos. eu li a mensagem estava numa reunião. um filme rápido passou na minha mente e deu aquela sensação de puxar pelo umbigo para trás, como se fosse uma chave de portal. Um embrulho no estômago fora do comum. Minha mente viajou e custei para retomar a atenção. voltei dirigindo e pensando: porque ainda mexe tanto. Não é pra mexer mais. Mexe de um jeito ruim, eu tenho vontade de vomitar toda vez que lembro dessas coisas. passo mal. é péssimo, incomoda, como se eu tivesse pisado num cocô infinito e essa bosta nunca saísse do meu pé. por mais que eu lave, por mais que eu limpe. não sai.
e acho que não vai sair. acho que vou ter que continuar andando até que essa coisa saia do meu pé. naturalmente. sozinha. vou ter que esperar o tempo da bosta. esperar a boa vontade dela, até sair sozinha.

21 de março de 2017

300

300 textos publicados em 10 anos de blog.
como sempre digo, escrever é para mim uma forma de liberdade. aqui, é onde sinto que posso ser de verdade. nas crises, esse blog me ajudou muito mais que muita gente. porque aqui eu posso depositar meus pensamentos e lê-los depois. ou nunca mais lê-los. mas fico feliz que consegui uma maneira saudável e prazerosa de aliviar minha mente. a gratidão pela agilidade adquirida, pelas ideias consolidadas, pela clareza de tomadas de decisão. o quanto o que foi dito aqui ajudou outras pessoas. aqui é um recanto de paz. esse blog chegou as 40 mil visualizações sem divulgação nenhuma. e não é pra ter mesmo, porque aqui é como se precisasse ter um passaporte para adentrar. aqui é a área de descanso da subida da montanha. subir cansa a todo momento, mas saber que temos um cantinho para descansar de verdade. sem pitacos, opiniões, sugestões. há preocupações externas mas tudo some quando estou aqui. digito como se tocasse piano, com uma fluidez que não é desse mundo. apenas gratidão pela fluidez. em breve 10 dias de mais experiências de expansão. GIED.

meditar em gratidão



fiz isso no domingo, quando voltei depois de um final de semana ótimo, que passei com minha família. senti amor de verdade, como há tempos não sentia. que sensação maravilhosa. de olhos fechados, enquanto o eucalipto queimava, lembrei de todos os sorrisos que vi no final de semana. e foi legal porque cada vez mais pessoas começavam a aparecer na mente. como se fosse uma conexão linda e cheia de paz. me emocionei muito, pois cada sorriso vinha um dose de gratidão imensa. e começaram a vir também pessoas que não fazem mais parte da minha vida, mas em algum momento, fizeram parte da minha história. pessoas que me feriram e me fizeram chorar, mas que no domingo apareceram sorrindo em minha meditação e pensamentos e senti gratidão por tê-las na lembrança. isso não significa que as quero de volta, não! ciclo encerrado. mas fiquei muitíssimo surpresa. ainda há conexão. a gente não pensa, apenas sente. acabei de fazer de novo essa meditação. aliviou um pouquinho o aperto no peito. alívio. paz de novo.

hoje

estou sentindo uma agonia que não faz parte do ser, mas faz ao mesmo tempo. veio do nada.
desde manhã. tive um cancelamento. e estão vindo pensamentos de que não sei lidar com mudanças - logo eu que vivo sob mudanças o tempo todo. será que eu sei mesmo lidar com mudanças? a gente se acha demais né? amo dias cheios, mas quando sai do planejamento, minha mente se atrapalha toda. estou com vontade de fazer nada hoje. deixar tudo de lado. acordei tarde só porque não tinha que sair. novamente me desprendo  do compromisso comigo mesma. quando é para os outros, é ótimo. mas quando é para mim, eu me ignoro. estamos trabalhando para que isso não me atrapalhe mais.
estou sentindo que outro ser assumiu meu corpo porque não consigo perceber ou mesmo dizer se quero ou não escrever esse texto. só sei que meus dedos estão digitando automaticamente, e não sei quem ou o que está fazendo isso. acho que é como se fosse uma outra Pamella que assume o controle quando a outra desliga por exaustão. engraçado, acho que sinto gratidão por ter vários seres habitando aqui. é sobrevivência. estou com muito frio.

18 de março de 2017

te vira

estava conversando com uma amiga e me veio um insight apenas hoje, no dia seguinte.

acho que sempre tive medo ou vergonha de ser inteligente. olha que loucura!

desde criança eu sempre quis voar mais alto, mais rápido, descobrir as coisas, devorar livros. mas por algum motivo, que hoje compreendo melhor mas não totalmente - confesso, por muito tempo eu tive vergonha de buscar essas coisas. como se fosse errado querer me desenvolver. as professoras e algumas pessoas próximas sempre incentivavam "você tem que esperar seus amiguinhos"

hoje eu vejo que me anulei muito, servindo a uma realidade que não era minha. eu estudava e conhecia coisas, não compartilhava com as pessoas, pq tinha vergonha de ser inteligente e ter um rótulo de isolada - e quando você é adolescente você não quer ficar isolada do mundo. então - olha que loucura - você finge que você não é o que é só para agradar os outros.

não tem nada de errado ter sede de conhecimento, por gostar de estudar. por seguir o coração ou a mente para buscar o que nos completa. isso hoje pode gerar algum desconforto - cada escolha uma renúncia, mas isso é foco!. hoje me sinto mais fortalecida para segurar as pontas.

eu não dependo de ninguém para fazer o que quero fazer. eu estou aprendendo tantas coisas boas! e mantenho minha atenção apenas para um propósito: aprendo somente para ensinar. meu único foco é compartilhar conhecimento com quem quiser voar junto.

e não, eu não tenho que esperar nada.

hoje, mais liberta, sinto e sei que não preciso esperar ninguém, se você quiser vir será bem vind@. mas saiba que não vou te esperar. você que acelere seu passo para acompanhar. te vira!


3 de março de 2017

527

hoje consigo compreender o real motivo pelo qual você apareceu em minha vida.
você veio para me ensinar o que é o amor. para atingir o nível de consciência do amor é necessário aceitação do contexto e dos conteúdos.
é impossível criar emoções de ódio ou tristeza aqui dentro. mesmo depois de tudo o que você me disse, todas as mensagens que você mandou, todas as suposições, hipóteses e inferências. eu não odeio você. eu aceito você.
você está em minhas orações e pensamentos a todo o momento. peço ao divino que te proporcione luz e paz a todo momento. e que você encontre a verdadeira felicidade. rogo ao Pai que te livre do sofrimento causado pelo apego exacerbado. que Ele te proporcione a paz que, aí no fundo, você quer encontrar.
mas te digo que não será através de manipulações e chantagens que você conseguirá o que quer. para alguns níveis de consciência, a verdade pode ser uma ofensa. e fica claro o sofrimento que é encarar a realidade como ela é - e não como você quer que seja.
hoje de coração aberto, eu aceito a sua não aceitação. sua não aceitação vai durar o tempo que tiver que durar. eu te acolho, energética e espiritualmente. ajudo de longe pois qualquer contato fomentará o que o ego quer. você está no caminho certo. eu respeito seu luto. eu respeito sua dor.
espero que um dia, quando e se fizer sentido, você entenda que está minando toda e qualquer possibilidade de contato futuro, devido a todas as reações emocionais e impulsivas que estão sendo demonstradas.
outros esclarecimentos válidos para o contexto atual:
- amor e desejo são absolutamente distintos. eu tenho amor por você e por todos os seres. não há diferenciação, posse, apego, prioridade. quanto mais se ama, mais é possível amar.
- o fato de eu aceitá-lo como é não significa que eu tenha que ter você por perto, alimentando vontades egoicas e individualistas. são coisas distintas. você entenderá quando quiser. o tempo é cura.
-  cada ser é responsável pelo que lhe cabe. se fizer sentido um dia, reveja seus pensamentos, falas e escritas e busque sentido no você fala. é muito mais valioso do que investir tempo tentando encontrar sentido na fala do outro.
- quando e se fizer sentido em seu contexto, você perceberá que terceirizar responsabilidade dos nossos atos para outrem é uma das ações que mais geram sofrimento para nós e para o outro. pois você estará depositando sua fé em algo transitório: o outro, assim como você, é um ser transitório, que muda e está em constante evolução.

Que seja feita Sua vontade
Gloria in Excelsis Deo
Bhavatu Sabba Magalam
Kyrie Eleison
_/\_

7 de fevereiro de 2017

babalu - parte 2

Arco Iris
Verde
Vermelho
Roxo
Cinza 
Azul
Laranja
Rosa
Amarelo
Preto
Branco

Uva
Morango
Sabor
Doce

Gota

Gato
Óculos
Orelha
Luva
Cabelo
Topete

Balões
Mordida
Inciso
Sombra

Letras
Localidade
Linguagem
Globo

Esfera
Túnel
Traço
Barra
Ponto
Elipse

Circulo
Retângulo
Horizontal
Vertical
Vazio
Transparente
Apoio
Tudo
Nada

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

babalu - parte 1

Ângulo do teu braço, cabeça apoiada na mão
Vértice do seu sorriso
Que converge num vórtice de sensação
Curva da alma que forma aquele nó sem juízo.

Contraste da minha pele com a sua, densa
Visco do calor no contato
Fluidez de energia de forma intensa
Aprovação que toca o ápice do palato.

Guitarra vibrando o acorde do seu olhar
Piano tocando no tom da sua batida
Flauta comandando seu jeito de andar
Violino acompanhando essa cidade florida.

Daqui a pouco o Sol vai aparecer
Como boia no céu que flutua com graça
Faz tempo que não vejo seu nascer
Recompensa que aumenta conforme o tempo passa.

Já é certo que você precisa descobrir o código
Informação de redes neurais
Ciência do ser pródigo

Conhecimento dos vários tipos numerais. 

desco-nexo

Acho que a inspiração foi embora de vez. A mente está vazia, procurando refúgio no transitório – o maior erro que a consciência pode cometer. A inquietude do corpo acompanha os devaneios, que vem e vão com a velocidade da luz.

A improdutividade é totalmente evidente e como prova te dou esse trecho totalmente sem sentido, pois nem na mente onde foi concebida lhe é familiar.

Fico pensando no que escrever em meu livro. Talvez sobre fluidez, por ser umas das coisas que mais domino e que ninguém específico me ensinou. Assim como escrever, onde simplesmente comecei com tenra idade e nunca mais parei.

Observo como os parágrafos estão ficando cada vez mais desconexos e curtos. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

voracidade

Mais duas ondas e estamos livres para seguir. Passou mais rápido do que imaginei. Certamente pensei que ia ser mais custoso, mas ficou tudo bem. Está tudo bem. Para uma primeira experiência, está ótimo.

Outra coisa: nunca imaginei ser capaz de escrever tanto num período. É extremamente gratificante verificar e experimentar seu próprio poder de forma plena. A brisa agora não é mais leve e acolhedora. Um pouco mais fria, traz o chamado para a ação.

Imagina escrever um TCC com essa voracidade incrível, com essa capacidade de encontrar significado em algo que não seja tão profundo assim? 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

partindo

“Quando você se sente um turista em sua própria cidade, é hora de partir”. 

Esse trecho casa muito comigo. 
Acho que é por isso que mudo muito. 
Porque num momento faz todo o sentido, 
e no outro nada faz. 
Como lidar? Partindo. 
O meu ou o dos outros, 
mas o coração sempre é a barreira.  

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

sinal emocional

Eu não sei o que dizer. 
Ainda estou escolhendo as palavras para te responder, sabia? 
Foi mais do que inesperado receber um sinal de vida seu depois de tanto tempo. 
Eu achei que já tinha superado, 
mas não totalmente. 

Só sei que ter visto sua mensagem não teve sinal emocional em relação a você, 
mas sem dúvida fez com que eu me libertasse. 
Porque, graças a você, posso seguir em frente com meu coração aberto de novo. 
Por isso, gratidão.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

marcha, rê!

Você acabou de vir na minha mente. 
Deve ter havido alguma comunicação extra, 
porque senti sua angustia. 
Chora, meu bem. 
Chora que faz bem. 

Represa nenhuma é eterna, uma hora precisa extravasar. 
Escrevo isso de coração, porque já passei pelo que você passou. 
Sei das suas tristezas, suas ânsias por liberdade 
e finalmente consigo compreender que a mudança não é só pelo incômodo, 
mas também pela vontade de mudar genuína e pura como ouro. 

Não é mudar porque está ruim, 
mas sim, porque busca algo melhor. 
Você merece isso e muito mais. 
Já tem batalhas vencidas aos montes na vida, 
essa é só mais uma. 

Quando você superar, 
porque você vai superar, 
contará essa história com mais gloria. 
Tudo ao seu tempo. 
Sei como é pesado valorizar e não receber valor. 
Mas não desista! 
E não tem essa dos outros não deixarem, 
mas sim de você deixar a si voar, 
para qualquer direção ou Marcha, Rê! 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

prêmio acelerado

As coisas são muito fáceis de entender racionalmente, mas a pratica não. 
E é justamente experimentar o que se lê que se torna o grande desafio. 
Vários se gabam dizendo “sei tudo o que li, que ver?” 
– e começam uma cascata de textos decorados e exibições de diplomas e certificados. 

Quem disse que isso prova algo ou uma coisa? 
Por favor, pare. 
Mostra o que você faz e como vive sua vida. 
Mostra suas receitas de bolo que você criou 
e o seu jeito de prender o cabelo de lado. 
Mostra suas superações, sua resiliência 
– o quanto seu elástico esticou sem quebrar, 
e como hoje parece intacto. 

Isso é vitória, não o que dizem por aí. 
Não tem a vez com troféu de ouro, 
mas com brilho no olhar de quem completou a missão por si. 
O prêmio fica acelerado, 
do lado esquerdo do peito. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

sobrepor memórias

Fico curiosa com a necessidade de sobrepor as memórias que foram construídas. 
Acho graça porque parece uma tentativa desesperada de esquecer o inesquecível.
Depois de um tempo a gente sente as coisas de maneira muito mais clara. 
E como isso é um ciclo, um vício; mas talvez você não consiga perceber. 

Até passou pela minha cabeça perguntar 
se as memórias que construímos 
não foram também uma tentativa desesperada 
de sobrepor o que já existia em você. 
Era novo para mim, mas não para você. 
E hoje é novo para ela, e não para você. 
De novo, pela enésima vez. 
Talvez esteja num poço tão sem fundo 
que esqueceu que é possível fazer diferente.

Às vezes dá muita vontade de entrar na mente das pessoas, 
mudar as peças, sacudir e falar: 
você não tá vendo que isso está te matando? 
A doença é mais simples de entender do que parece. 
Chama apego.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

paradoxal

De volta a programação normal, soneca de dez minutos unida com panquecas de blueberry com banana e chocolate fizeram toda a diferença. É chocolate, acorda qualquer mente sonolenta. Quimicamente, sei que o efeito durará apenas alguns minutos. Mas vou aproveitá-lo da melhor forma. Porque chocolate é carga rápida de energia e alegria. Mas o rebote é que mata. Assim como qualquer atalho. Você chega mais rápido, mas terá a mesma integridade e certeza? Quando um pêndulo é puxado para um lado extremo, só ganha força para ir para o outro lado.

Acredito que estou chegando perto da barreira paradoxal: de estar com tanto sono que daqui a pouco não terei mais sono.

Passei da barreira! São 02:27 e o sono foi embora! 
Me deixou, como se nunca estivesse estado aqui. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

aleatoriamente linear

No intervalo pesquisei o que é crônica, e acho que não tem nada a ver com o que estou escrevendo aqui. Principalmente porque esse é um texto corrido: crônica geralmente é um recorte do cotidiano e de curta duração/leitura. Mas quantas vezes nos preocupamos com coisas absolutamente irrelevantes? O importante não é a expressão do ser?

A indisciplina está querendo tomar conta, bem como a fadiga física. Algo me diz que eu deveria ter dormido melhor da noite passada.  Você também sente como se sua mente tivesse sumido por um instante, aí você começa a falar e expressar coisas sem sentido? Acho que estou sentindo isso agora. As musicas ajudam, mas funcionam apenas por um instante. Quero bater as 2000 palavras antes do próximo intervalo.
Bateu uma dúvida aqui: será que eu poderia mandar o rascunho completo desse jeito? E o que os caras vão achar? Será que eles vão achar alguma coisa? Acho que não né, vai saber! Bate aquela expectativa, como lidar?

Vamos, não desista! Faltam somente mais 120 palavras. Me ajuda ate ajudar. Não custa nada. Imagina a recompensa de ver o sol nascer na praia de verdade. Porque você merece. Maior prêmio, vai?! Faz tempo que você não se recompensa. Já percebeu que você vem de um terremoto de punições, por não ter conseguido cumprir nada do que prometeu pra você? Esqueceu que culpa e esse sentimento punitivo não servem pra nada? Mais 50 palavras. Faltam 17 minutos para o próximo intervalo. Será que tiro uma soneca? Não sei se dá tempo. Tenho medo de dormir sem fim, porque demoro demais para me conectar com o propósito. Por isso nunca paro. Por puro medo de não conseguir de novo.

Consegui. Preenchendo cada espaço de palavras, onde o linear faz menos sentido que o aleatório. Porque tudo é não linear. Acho que dez minutos nunca demoraram tanto tempo para passar. Como eu queria dormir. O sono derruba mesmo.  

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

além-força

Ficar sem internet realmente é uma experiência mais incrível do que parece. Viemos aqui para a praia só porque sabemos que aqui não tem Wi-Fi, puramente para ficar longe das influências. Olha que loucura! Não vir para a praia, mas ter que viajar quase 100 km para não se sabotar. Não poderíamos simplesmente desligar o roteador? Claro que não. Porque experiências reais não são manipuláveis. E isso pode realmente fazer milagres, sem exageros. Se eu considero um milagre retirar todos os gatilhos de autossabotagem da minha frente? Sem dúvida.

Engraçado que eu nem sei se tem nome o estilo que estou usando para escrever. Não sei nem se é um estilo. Bate a insegurança do tempo todo. Mas vou mandar assim mesmo, não precisa ler tudo. Eu vou publicar nos meus rascunhos para ficar gravado, assim como os mais de 280 que já escrevi. Fico pensando se um dia alguém vai ler o que eu escrevo e realmente achar legal – além-força que recebo dos amigos apoiadores. É aquela frase, não preciso de pessoas que concordem comigo, porque a minha sombra faz isso muito melhor.

O sono começa a bater, a vontade de prosseguir existe, mas está perdendo força. De repente a música da playlist – que escuto há meses - ficou mais acelerada. Ou será que ela foi sempre assim, e eu que nunca percebi? Só sei que vai ser engraçado gravar algum áudio ou compartilhar o que estou escrevendo aqui. Essas palavras são apenas reflexos de olhos semicerrados e mãos singulares habituadas a navegar pelas madrugadas. Elas estão privadas de algum sentido até um retomar minha consciência. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

50

Conexão de família é uma coisa doida e linda. Quem diria que haveria conexão com a década de 50? O que mais encanta, sem dúvida, é a capacidade de olhar com bom humor para toda a jornada. Mais de sete décadas de história para honrar e receber com prazer a enxurrada de aprendizados que dominou o caminho. Como foi dito uma vez, a gente repete o filme até aprender. Por isso as lições já parecem conhecidas. Por que o tempo passa, mas a essência não muda; por isso caracteriza tudo de forma única. Ninguém disse que ia ser fácil, mas tudo pode ser muito mais simples. É uma questão de escolha. E você pode escolher ser mais feliz.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

gratidão sorridente

Uma coisa é quando a amizade vai embora porque quer. Mas e quando vai sem aviso e sem despedida, ainda dói pra aceitar. A gente compreende “daquele jeito”, mas a lembrança é algo sem vergonha. Ainda me lembro do seu bilhete de despedida, que você entregou ao meu irmão pedindo para que eu não sumisse. E dois meses depois foi você que partiu, mas não da memória. Impossível esquecer seu sorriso e seu brilho de sol ao lidar com quem não tinha força para lidar consigo mesmo. Há dois dias foi seu aniversário, e eu senti sua presença, de novo como todos os anos. Você é reflexo das boas memórias, melhor exemplo real de legado. Acho que no fundo, você é minha inspiração para fazer o que eu faço hoje. Talvez tenha partido de sua partida. Continua olhando por nós daí de cima, que por aqui minha gratidão continua sorridente, como você.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

entrega!

E aquela amizade que antes, tão essencial e hoje, tão desconexa. Nada é por acaso mesmo, porque as coisas duram exatamente o tempo que tem que durar. A gratidão permeia as lembranças, os sorrisos e as risadas proporcionadas nas madrugadas. Os compartilhamentos a fio, hoje perdidos por um desvio de entendimento e afastamento impulsionado pela raiva e incompreensão. Talvez essas idas e vindas tenham um motivo que apenas será entendido quando tiver que ser. Essa deve ser a experiência máxima do desapego, porque deixar ir alguém que você aprecia é uma coisa dolorosa. Mas, pensando bem, talvez nem tão dolorosa assim. Pela primeira vez, sinto-me liberta. Quem se sente metade, vai enfrentar obstáculos do tamanho do Everest até entender finalmente que já se nasce completo. Tudo a seu tempo, quando e se tiver que ser. Entrega!

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

vai que vira fogo

Mais uma caixinha de pensamento cabe àquela pele branca que reluz no sol, com seus reflexos vermelhos que conquistam cada dia mais espaço. Vai ampliando e abrindo o mapa como naquele jogo de explorar. Mas e o medo da entrega, como que faz para lidar? Procura no Google, acho que é melhor. Mas eu entendo, é que já bagunçaram uma vez, quem garante que não vai ter bagunça de novo? Por outro lado, o pânico já diminuiu sua amplitude, agora está apenas fazendo cócegas incômodas e intermitentes. Já dá para perceber a cabeça do que está nascendo. Esse sentimento está saindo do hibernar. Estava dormindo, roncando, parecia até sem vida. Mas o reflexo vermelho não deve ser por acaso, deve ser resquício de fagulha de coisa boa. Me deixe acreditar, só mais um dia. Vai que vira fogo, e volta a aquecer. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

sustento(a)

Primeiro, o quarto que não era mais seu. 
Até poucos dias, tinha segurança de poder voltar à hora que quisesse para a casa da mãe. 
Mas não vai ser mais cômodo ter esse cômodo.
 A mãe está fazendo reforma, começou essa semana. 
Vai fechar parte da casa e começar a alugar para levantar recursos. 
A situação está difícil, mas foi o único jeito encontrado. 
O único e melhor. 
Garante sustento de um lado, 
e sustenta a decisão do outro: 
não tem mais volta. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

tecer lógica

Olhou pela janela, sentiu a brisa no rosto. 
Trouxe aquele sentimento de paz que há muito não sentia. 
Ficou imaginando as histórias das outras janelas. 
Como se fosse um guarda, que vigia e garante a segurança da memória. 
Cada luz uma família, com sorrisos e conflitos. 
Assim como todas as outras. 
Sentiu falta da sua, que ficou lá em São Paulo. 
Tantas mudanças permeando sua mente, 
nem sabia por onde começar a tecer lógica. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

escrever sem fronteiras

Em uma hora, quase 3000 caracteres escritos. Na prática, se multiplicado por 6h, já descontando os intervalos, dá pra escrever uma história de 18.000 caracteres.  Conto para publicação leva 8000, quase dois contos. Dois contos de réis. E eu disse que ia escrever uma crônica de tema livre. Hahaha que patético, eu nem sei se eu sei escrever uma crônica. 

Eu já escrevi bastante. Lá para 2011, eu escrevi várias crônicas e com uma facilidade absurda. Parecia que eu já chegava com a história pronta. Eu olho para trás e fico impressionada com o que eu mesma produzi. Nem parece eu.  Assim como os poemas. Já escrevi muitos poemas. Poesia era realmente o meu forte e o foi por mais de dois anos. Não sei para onde foi esse talento ou jeito de escrever.

Sei que cá estou, com a mente girando em círculos, indo e vindo do passado como se fosse um carteiro. Porque as mensagens que escrevi no passado são verdadeiras lições para o meu eu do presente. Quando digo que escrever é quase uma experiência espiritual, não estou brincando.

Quero cumprir esse desafio puramente para ver até onde vai minha capacidade de escrever sem fronteiras.

Eu queria cantar. Expressar sem ser de forma escrita. Porque escrever tem me completado de uma forma sublime e fluida. Mas você sente que falta alguma coisa, sempre sente. Normal, o contraste de satisfação é evidente. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

já sou

“E se eu pudesse apenas iluminar o mundo um dia?” 
Será que todo mundo tem essa vontade de conquistar mais do que tem? 
E se não tiver essa vontade, que problema tem? 
Ainda não está saindo do coração, 
mas sim da empolgação e da euforia. 
Com o passar das horas acho que isso muda.

A impermanência, inclusive, permeia todas as mentes. 
E por isso, mais uma tentativa frustrada 
de tentar escrever sem parar, por oito horas. 
Aonde isso vai me levar?

Eu poderia começar inserindo um personagem, né? 
Talvez tornasse essa jornada um pouco mais legal. 
Ella que vai que acompanhar. 
Conheçam Ella, uma moça extrovertida, carinhosa e altamente perspicaz.

Pensando melhor, não. 
Construção de personagem nunca foi o meu forte. 
Mais profundidade do que posso inventar, não preciso. 
Já sou. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

meditação escrita

Nem sei se essa é uma forma correta ou não de escrever. Sei apenas que é o estilo que adotei e que traduz minha mente confusa. Já sei que preciso parar com os estereótipos. Descobrindo palavras novas, duas já que o programa me corrigiu.

É engraçado, mas não deixo de pensar nas outras pessoas. Acho pouco provável que nessa madrugada saia um Best-seller, mas fico pensando se alguma expectativa atinge esse patamar.

Acho que sim, né? Não tem nada demais. As expectativas circundam qualquer ser, faz parte. A grande questão é aprender a lidar com elas. Sem apego. Se sair um Best-seller: maravilha! Mas acho que não. Talvez isso aqui até vire apenas um registro de pensamentos durante a madrugada. Quase uma meditação escrita. 

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

ângulo

Se às vezes vejo de um ângulo, 
transformo num vértice congruente a você, 
numa tentativa ensandecida de tentar conexão. 
Mas não é assim, 
sabemos que não é dessa maneira que funciona.

Meu objetivo hoje é escrever até o fim.
Se vou aguentar, não faço a menor ideia,
Mas fazia anos que não me sentia assim.

Os trinta minutos se passaram.
Ângulo dos ponteiros que mudaram.
E que vértice é esse do seu sorriso
Convertendo minha forma,
Deixando-me no piso.

Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

caminhando

Janela aberta, a brisa entra sorrateira. 
Nessa noite, quente e úmida, me encontro num dilema. 
Tenho algo a produzir, para entregar pela manhã, 
mas o caminho mais certeiro que compreendo é falar (ou escrever) conforme as teclas são atraídas pelos meus dedos. 
Como uma melodia, ponho-me a organizar essas palavras 
como se eu e o mundo fossemos um só. 
A unidade é encantadora. 
Primeira experiência do gênero.

Tudo que é novidade tem um gosto diferente, já percebeu? 
Meus dedos caminham sobre você 
como se eu já soubesse sua melodia de cor.

O problema que todos enfrentam: 
porque a falta dela não pode fazê-la completa? 
Procuramos o tempo todo algo que já temos dentro de nós. 
Se a criatividade existe já em forma fluida, 
porque buscamos concretamente em outros universos?

Sempre quis algo assim, 
uma missão externa criando uma egrégora 
que ajudasse a externar o que às vezes tenho tanta dificuldade. 
Eu sinto que está dentro de mim, 
mas parece errado – 
mesmo sabendo que não há certo ou errado. 
Tudo é perfeito como é.


Texto produzido na maratona Corujandross em 04 e 05 de fevereiro de 2017.

1 de fevereiro de 2017

deixe ir

Pode ter sido algo ou alguém. Uma situação de ontem, semana passada ou 5 anos atrás. Qual foi a última vez que você perdoou?
O perdão liberta. A gente sabe disso, a gente fala que perdoa, mas a prova só vem quando aquele gatilho acontece de novo e te faz lembrar, com tristeza daquela situação. Aí, você torce para que não chorar novamente, não que nem da última vez, onde seu sorriso sumiu em 3 segundos.
O perdão caminha lado a lado com o desapego. É uma das coisas mais difíceis que o coração tem que enfrentar, mas a recompensa é tão (ou mais!) intensa quanto o esforço. Por que, você pode até tentar uma substituição de memórias. Mas seu coração… ah, ele não esquece fácil assim. 
“Você tem que ouvir seu coração” certamente é um dos conselhos mais populares do mundo. Mas o quanto realmente aplicamos na prática? 
Eu sei que é difícil. Mas é possível. 
Que ter seu coração e mente livres para seguir em frente seja um motivo forte para que você deixe ir aquela sentimento que te trava. 
Seu sorriso é a coisa mais preciosa que o mundo ganha todos os dias. Não deixa que ele suma por assuntos mal resolvidos. O passado não precisa guiar seu futuro. Perdão é um poderoso caminho de libertação. Deixe ir. Vai ficar tudo bem. Você não precisa desse sentimento. 

27 de janeiro de 2017

entrega

na entrega ao divino, veio o meio de ser igual a vocês.
veio a incompreensão de "porque eu deveria estar fazendo isso por vocês?"
a resposta é simples, porque vocês fariam o mesmo por mim.
vem a dúvida "será?"
vem a resposta "como ousa duvidar?"
culpa de novo

o que tem por trás da culpa é puro medo, medo de ser igual, de repetir as histórias mesmo sabendo que os contextos são diferentes, os envolvidos não são os mesmos no tempo do relógio e no tempo de evolução.

tem ganhos ocultos na sombra por agir assim e deixá-los ir é mais difícil do que parece. a não condenação ajuda muito, mas o peito apertado nesse momento é difícil controlar. pressão física mesmo, o apego em sua forma física incomoda de forma intensa. e sei que o divino não atende se a rendição vier do ego, se vier por pura vaidade. as músicas ajudam no processo, é como uma recarga de bateria, me sinto mais leve, mas o incômodo ainda existe.

eu não sou o filme, eu não sou o protagonista. sou apenas a tela em branco refletindo as emoções que representam confusão e verdade manipulada e não a realidade como É.

recompensa

eu não preciso fazer só porque estão me pedindo.
eu não preciso ir só porque precisam de mim.
eu não preciso fazer só porque posso fazer.
a vontade de servir tem sido maior do que os freios da análise, do que a parada para refletir se realmente é possível fazer ou não. ultimamente, tenho servido e ajudado sem olhar a quem ou até mesmo se tenho energia suficiente para doar.
isso tem me feito muito bem, porque a recompensa de ver um sorriso de alívio na família ou nos amigos é impagável.
mas, nesse momento, um pensamento forte me passou pela cabeça: até que ponto a preocupação com o outro vale a pena? sempre vale a pena? ou tem que ser dosado?
a aula de ontem veio forte em minha mente, sobre o ego querer se achar melhor só porque pode se achar melhor. mas isso não significa nada, afinal a realidade não são nossos pensamentos.
eu estou me sentindo melhor mas eu sei que não sou melhor.
o video do Hawkins agora me clarificou mais ainda o que escrevi há meses: acolha o lado animal, que que quer ser o primeiro, o melhor, o mais forte. não o condene, pois é graças ao "perky" que estamos aqui. trocar condenação por compreensão nunca veio tão forte quanto agora.
estou me sentindo culpada de me sentir melhor. culpa por ter um pensamento que calibra baixo, e vergonha porque sei que não é verdade.
o que está por trás disso?
estou me sentindo lesada pois só eu estou contribuindo. é ótimo ser provedora, mas minhas reservas estão acabando. nos últimos meses foram milhares de reais gastos para tapar um buraco que nem fui eu que causei. aí vem o julgamento "pô, você já passou por isso uma vez, e não aprendeu ainda?", e depois vem o pensamento "sou tão mais nova e já sei que agir assim é besteira. ainda bem que não me espelho em vocês senão estava lascada". aí vem o sentimento de superioridade. "sou mais nova e mais consciente."
engraçado, quem disse que estamos competindo pra ver quem é mais consciente?