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30 de dezembro de 2016

queixa

qual minha queixa?

to falando que nem eu não gosto, pelos cotovelos, pra caramba, de modo difícil pra me igualar (a quem?)
me sinto uma imbecil logo após o inicio da fala, como se ninguém tivesse interessado no que digo. o que as vezes tenho evidencias, já que os bocejos e olhadas pro lado são frequentes. então me calo e escuto.
isso faço com maestria. adoro escutar historias, e fico imaginando que legal seria se eu conseguisse contar uma historia inteira, sem pausas e com fluxo. com fluidez, sem correções, sem comentários ou piadas nas entrelinhas.
sei que o bom humor é uma ótima arma, mas ele tem me atrapalhado. porque me sinto infantilizada em diversos momentos. como se eu não conseguisse ser levada a serio - ou transmitir a seriedade que eu tenho dentro de mim.
porque eu sou uma pessoa séria e bem humorada ao mesmo tempo. tenho parar de me definir como caos, porque isso só alimenta a ideia do ego. falo tanto de consciência que sinto que não tennho nenhuma ou tenho demais.
esse texto sem duvidas está sendo o mais proximo de descrever o que se passa na minha mente.
e tem também o sentimento de querer saber o tempo todo. gosto de aprender mas não gosto muito quando me vêm com lições. porque parece que não sei nada. e sei que é mentira porque sei de muita coisa. porque pra alguns faz sentido e pra outros não.
também não gosto quando falam de idade. porque idade não tem nada a ver. mas tem ao mesmo tempo. eu não posso querer ter a mesma experiência de vida de alguém dez anos mais velho que eu, mas sei que posso contribuir. e quero contribuir. mas as pessoas querem a minha contribuição?
ai fico sem saber. pra alguns faço diferença e isso me faz feliz. pra outro não faço falta. e tudo bem, certo? que necessidade é essa de fazer diferença o tempo todo?
por isso nem gosto muito de falar o que penso. está mudando toda hora, fica até chato. não transmito confiança. uma hora quero muito uma coisa e no próximo minuto nada mais faz sentido e volto pra onde estou.
e o sorriso? uma hora ele vem fácil. no minuto seguinte me vejo no espelho e qualquer tentativa de mostrar os dentes torna-se um fiasco.
ai sabe o que faço? vou pra rede social. meu refúgio. quero fazer as pessoas rirem e se sentirem bem, porque isso me alimenta. mas o outro não sabe disso. me sinto criminosa falando isso. mas não é crime querer faz os outros felizes. mas talvez seja crime eu me machucar pra fazer isso.
tenho notado que toda vez que chego em casa minha energia é drenada. talvez eu associei minha casa com o caos. porque muito caos já passou por aqui. as vezes penso se eu que não sou quem causa o caos aqui. aí me bate culpa.
ah, a culpa. tem sido difícil lidar com ela, sabe? tudo torna-se pesado demais pra carregar. e esse tudo não consigo descrever com muitos detalhes. culpa de ter a memória ruim, de não conseguir fazer o que me proponho a fazer, não me exercitar, culpa de querer estar perto de todos, mas sem querer fazer alguma coisa pra afastá-los - de  uma cara fechada a um e-mail não respondido. não cumpro o que prometo pra mim. pros outros ok, mas pra mim sou uma negação.
acabei de abrir o instagram pra ver quantos likes tinha na última foto que postei. estou séria na foto. amigo meu fala que é falha na matrix me ver triste ou séria. e há culpa gerada por causar essa "decepção". não faz o menor sentido sentir culpa por isso, e eu sei disso. mas o pensamento vem na minha mente e uma força maior faz com que me envolva com esse pensamento.
quero ter paz. mas ultimamente só tenho querido dormir. dormir até meio dia, dormir depois do almoço, fingir que estou alongando mas dormir enquanto estendo as pernas. quero dormir enquanto estou trabalhando.
durmo pouco porque acho que isso aumenta minha performance. mas me deixa podre. eu tenho que ser feliz, tenho todos os motivos pra isso, mas o sorriso não vem. eu provoco o sorriso, mas ele não sai natural. sai amarelo. sai sem graça e forçado. carregado de culpa.
você tinha que fazer aquele relatório, você tem seus compromissos com seus clientes. tem gente querendo seu serviço mas você demora dias pra enviar uma proposta. qual é o seu problema? você tem emails pra responder e reuniões pra agendar mas você está postergando porque? porque da um prazer oculto em ter um monte de coisa pra fazer. em se sentir útil. eu fazer com que os outros pensem que sou super atarefada. mas sabe o que eu faço quando sento na frente do computador? eu fico no twitter vendo foto de comida, fico no facebook vendo as novidades do dia pra absolutamente nada - mas minto pra mim dizendo que estou vendo os resultados dos posts da semana, que inclusive estou atrasada pra entregar e produzir, sei que tenho um compromisso com esse compromisso. mas estou falhando de propósito. parabéns pra mim.
de fato, esse texto está cheio de verdades que poderiam derrubar minha reputação (que reputação? ter mais de 1000 likes numa pagina do facebook ou mais de 1400 "amigos" no facebook não faz com que você seja nada. apenas pare, você está se dando importância demais. nem é tudo isso.)
estou esquecendo de rezar e agradecer pelas coisas legais que tem acontecido. engraçado que depois dessas crises o universo ainda é muito bom comigo, e nas ultimas tenho recebido mensagens inesperadas de amigos e clientes, contando novidades super legais. como fico feliz meudeus. ai me emociono e ao inves de fazer com que eu siga em frente pra colecionar ainda mais memorias incríveis, nao... eu escolho parar porque já está bom. nunca está bom, será que você ainda não percebeu?
um super desafio escrever sem parar o que tá se passando na minha mente.
lembrei que tenho que fazer o tcc, e preencher os livrinhos pra conseguir os certificados. mas ainda não fiz. sempre tem prioridades na frente. porque ver o twitter é super mais importante. cara, qual é o meu problema?
que tendencia de achar que tudo é um problema. procrastinação enraizada, como é difícil de curar. nunca consigo fazer uma mesma coisa por mais de 3 dias. seja crossfit no quarto, correr na praça que faz tempo que não faço, seja carinhar meus bichinhos. e acabei de lembrar que tenho que limpar o aquário e que se não o fizer, já é previsível, vão me falar "tem que limpar o aquário" eu sei que tem, não precisa falar. nem a motivação de que um ser vivo precisa dos meus cuidados porque ele não consegue fazer sozinho, cara, nem isso me faz suficiente animada pra fazer. vai ser que nem aquele dia que fui lavar o aquário de madrugada as 2:00 pra não ter mais que ouvir perturbação. me pergunto porque ninguém pode fazer isso pra mim, por mim. porque eu não peço, como eles saberiam que estou pedindo ajuda porque não peço? fora que se você vê, você faz. mas não é assim. eu sei que tenho que limpar o aquário, mas porque você não limpa? e tudo recai nela.
porque você não trabalha, porque não respeita meu trabalho (nem eu respeito, não faz sentido exigir. tenho mentido pra mim mesma sobre isso. agora tinha que estar trabalhando e produzindo pro instituto mas estou escrevendo esse texto)
o mais tenso é que estou sentindo culpa nesse momento por não estar produzindo pro trabalho, tenho 4 propostas / relatórios pra fazer. mas estou aqui escrevendo todos os meus pensamentos. quero muito fazer ferramentas pra mim mas penso que isso vai exigir um tempo absurdo ai deixo pra lá.
vou pesquisar sobre transtorno bipolar. fugi e fingi demência do "diagnóstico" do ano passado. falei que não precisava de remédio. sabe o que era engraçado? no começo, achava que bipolaridade era escutar vozes e agir de acordo com meus nomes. tinha varias personalidades, mas bipolar tem cara de ser isso que tô sentindo: esses altos e baixos muito loucos que tenho sentido desde a grande crise em novembro do ano passado, crise de choro do nada, incapacidade de pegar pensamentos, vontade de arrancar minha face fora, de não pensar, de não viver mais só pra não sentir aquela agonia. depois eu podia voltar. mas não lembro como sai da crise - ou se eu tive alguma coisa a ver com o término da crise. ou ela tem tempo definido e limitado, aí passou. não fui muito a fundo.
fugi de terapia também, tenho um preconceito absurdo. que acho que só vai passar quando eu começar a fazer mesmo. como ter preconceito de algo que nem sei como funciona?
medo de ficar dependente. não gosto de me prender a nada e a ninguém,
fiquei mais de 20 minutos no instagram de novo, revendo minhas fotos. e pensando nas próximas histórias. minha mãe veio me dar boa noite, achei legal.

escrito em 12.09.16

Depois desse texto, comecei a terapia, me ajudou muito em uma serie de aspectos. tive somente umas 3 ou 4 crises pequenas e passageiras. o preconceito com terapia caiu por terra e hoje recomendo para todos. 

confiança na ilha

sabe o que me dá desespero. é não poder confiar nas pessoas. ou não querer confiar. não sei ainda. acho que é por isso que não falo o que penso ou sinto. porque sei que as pessoas vão falar das minhas coisas pras outras pessoas. todo mundo sempre fala. mesmo sem maldade. e aí vem o medo do julgamento. de ser vista como fraca. mas não sou fraca. ou sou e tenho medo de admitir. hoje a confusão está mais forte. mais um dia que foi muito difícil sair de casa, sair da cama. quero muito que chegue amanhã. vamos ver se a terapia vai me ajudar mesmo. sinto que meu nivel energético está tão baixo. e minha consciência será que diminuiu? isso tá me cheirando a ego, estou observando e colocando em palavras aqui em tempo real os pensamentos da minha mente. estou aqui no Campus, acabei de lacrimejar agora ha pouco no whatsapp numa conversa. e já parei de mexer no crm que eu tava mexendo. passou pela minha mente: sera que depois de ter lido sobre bipolaridade, meu ego está querendo agir como uma pra chamar atenção? mas a psiquiatra passou um regulador de humor no ano passado e recomendou terapia, que fugi com vigor, falando "não preciso disso". como alguém vai conseguir me ajudar alem de mim? mas pam, acho que é isso mesmo que está faltando. alguém que te ajude a sair da ilha pra você ver a ilha?

escrito em 19.09.16

porto

e se eu te disser que não lembro de mais nada que escrevi?
minha expressão já mudou. eu brinco do 8 > 80 mas é porque eu faço isso também.
e se puder ser assim mesmo, leve, do jeito que está.
sem compromisso sério, não precisa assumir. eu nunca quero nada, os outros que querem.
e eu não quero rotina. não gosto, não aprecio. o mundo está aí para ser explorado, sera que um dia encontro um porto que quero ficar lá pra sempre, mesmo sabendo que há outros cais?

uma vez

sabe o que tô com vontade? de ver você de novo.
e fico feliz de saber que vou te ver em janeiro, depois de um ano. que coisa mais linda que sinto quando vejo suas fotos. tem um carinho lindo em cada clique, e o coração aquece só de lembrar de ti.
e foi engraçado, porque foi só uma vez, mas mexeu sabe? a sua sensibilidade é encantadora, assim como você. deixa eu explorar seu mundo?


mapa

eu fico bastante em dúvida do que tô sentindo. as coisas são tão difusas. eu não queria que fosse assim, mas acho que a neblina tá perto de dissipar.
eu não quero dar nomes pras coisas, quero só vivê-las. quero colecionar histórias e sorrisos como sempre. sem nenhuma alteração de rota.
tenho curiosidade enorme em desbravar o seu mundo. seu mistério me encanta de uma forma muito peculiar.
você não tem nada de mais, e por isso desperta. porque sempre tem tudo demais.
nesse momento os dedos deslizam pelas teclas seguindo o ritmo de uma melodia. como se fosse extensão da mente, esse sentimento que venho tentando resgatar a tanto tempo e não tinha conseguido.
você é tipo um mapa de Skyrim que é misterioso, você nunca sabe o que pode aparecer, simplesmente complexo,  tem missões infinitas. você sabe que dá trabalho pra explorar tudo mas mesmo assim a determinação de conhecer todos os segredos ainda reina e me desperta a vontade de investir o tempo que for, até platinar.
quero entender porque suas mãos são mais macias que as minhas. porque você tem tanto desajeito ao comer qualquer coisa, e porque raios você vai do 8 ao 80 do sorriso em menos de dois segundos e quando eu reparo nisso e digo pra você, a gargalhada que você dá é a coisa mais gostosa do mundo.
quero entender porque não tem grude, não tem mãos dadas, não tem nada de comum. mas tem ligação. tem conexão. quero te falar que seus olhos apertadinhos são charmosos, que você tem sardas no corpo todo inclusive nas pálpebras. que seu abraço é uma cabana gostosa pra se esconder, e que você não sai da minha cabeça faz um tempo já.
o problema é que tenho medo. meu coração endureceu um pouquinho nos últimos tempos, e tenho muito medo e dificuldade de falar o que tá passando aqui. eu também não tenho muito jeito, mas não deixo de estar na sua. e me sentir um pouquinho mais feliz por isso. tenho um medo de demonstrar fragilidade. ai lembro que sou ser humano, e não tem problema ser frágil.
falando nisso, um dia você me deixa contar as sardas do seu rosto?

escrito em 01.12.16

beco

numa hora tudo faz sentido, no instante seguinte nada mais faz sentido.
eu não quero só aproveitar a vida fazendo vários nada. como consegue? não consegue, porque sei que é confuso.
uma hora sei que vou ler isso, e ter outra interpretação, mas por enquanto não precisa. só deixa fluir, isso. é a melhor forma de aliviar o que você tá sentindo.
coloca pra fora, o sentimento é confuso mesmo, e você pode ajudar os outros com isso. essa é sua força, se liberta pra libertar quem quiser também. você pode, é por isso que você tá sentindo, eu nem to olhando pra tela enquanto digito, a probabilidade de estar escrevendo tudo errado é enorme.mas sabe quando não importa mais?
é como voltar a respirar de novo, a crise começou ontem de noite, o sorriso simplesmente sumiu. e de repente eu queria estar em qualquer outro lugar, menos ali. mas eu não tinha força pra ir, como se fosse chato sabe? mas eu queria ir embora, mas não tive coragem de dizer.
acho que Deus me protege sempre, eu sinto a presença, e por isso que não desassocio.
e ao dirigir de volta pra casa as palavras voltaram a fluir - coisa que lá não estava acontecendo. seria uma forma de bloqueio? porque bloqueia? não faz sentido.
mas se bloqueia não flui, e se não flui não é natural.
ele tem medo que eu suma, e eu tenho medo de perder tempo. percebe a diferença? outro x eu, quem vence? ninguém, eu acho. não tem certo ou errado ou vencedor.
jurei pra mim mesma que nunca mais ia perder tempo.
a alergia no pé, pesquisei aqui, é quando a a gente não fala tudo o que está sentindo.
quando começa a sentir algo a mais, acho que é problema, e não falo, ninguém tem culpa, sou eu que preciso controlar aqui dentro. ou talvez não controlar, mas deixar fluir né? porque é o ritmo natural das coisas.

desconexo

me dei conta que os outros acabaram pelo mesmo motivo.
pela diferença e incompatibilidade.
eu sou esquisita, mas gosto sempre de ver o lado bom dos seres. eu gosto e pratico a compreensão e acolhimento, porque é natural para mim. o que você pode me ensinar, te pergunto?
mas uma coisa que me irrita, ah se irrita, é a inércia. e eu estou inerte, nesse estado de vale. sei que daqui a pouco subo de novo, mas me sinto hipócrita por rejeitar isso se eu SOU isso.
é estranho.
e por que você não larga o celular? aproveita a presença, a mensagem não vai sumir, ela pode aguardar. são discussões suas, eu sei, você gosta. mas também quero atenção. é errado isso? eu posso cobrar atenção mesmo se não for obrigatório? porque não to falando o que to sentindo pra voce? porque é tão difícil? o que ta prendendo e impedindo ou atrapalhando?

escrever tem sido meu único modo de expressar o que sinto. meu amigo se foi, se afastou por motivo dele, e tenho me sentido sozinha, a saudade bateu forte aqui. mas é bizarro porque o que eu tenho pra compartilhar é justamente o assunto que ele não quer falar, então estou num beco sem saída.
a outra amiga está sumindo, em outra vibe, que também entendo, tudo é novo pra ela. mas e quando você sente que não é mais a mesma coisa, não pode contar a toda hora como era antes, e se misturam diversas coisas e o "não se sentir a vontade" tá fazendo parte da rotina? parece outro ser, - e talvez seja mesmo.

a outra amiga está vindo pra cá, me deu um alívio, porque ela passa pelo mesmo que eu, sem querer dar explicações cientificas ou metafisicas (eu entendo mas as vezes não entendo mais) , eu queria só compreensão mesmo. não é o outro estar a disposição, é eu me sentir a vontade com o ser. e isso não tá acontecendo com ninguém.o que tá havendo, alguém consegue me explicar?

Deus, você tá aí? Não me deixa sozinha, por favor.


fragmentos

ontem nesse mesmo horário eu estava numa vibe gostosa de sentir. como se não houvessem limites, como se alegria de verdade estivesse sendo permitida. como se nada de errado pudesse acontecer.
ter feito ou praticado a mesma rotina por 3 ou 4 dias na semana, cheia de hedonismo e diversões exacerbadas - mas nem tanto assim, não se assuste.
me veio uma serie de compreensões, e entendimentos novos.
do tipo, eu não sirvo pra essa vida de somente aproveitar. me permiti tirar uma semana de ferias, e hoje to sentindo um pouco de culpa por não te produzido, essa vida de "aproveitar a vida" não é pra mim.
mas acho que é mais do que isso.
uma coisa que está me perturbando é o quanto sou filha da puta com as pessoas. eu sou ruim mesmo, eu to achando. eu vou vivendo no meu mundo, achando que as pessoas tem que se adequar ao que eu penso. mas vem junto um medo horroroso de desagradar e estar atrapalhando o outro. quero seguir meu caminho, quero que fique bom pros dois lados, mas na verdade mesmo, eu quero que fique bom pra mim. mas não tô sozinha, o outro importa também.
e surgiu a culpa pela falta de cumprimento de horários, qual é o problema de comunicação que estamos tentando resolver? você me falou isso mais de uma vez, você diz que tá tudo bem, mas eu leio entrelinhas, eu sei que não está. e sei que to cagando na situação.
mas sabe, você também não pergunta, não se interessa. aleatoriedade é maneira, mas não é suficiente.
desculpa, não sei se consigo mais.



1 de dezembro de 2016

império

vou contar pra você o que acabou de acontecer

estava almoçando. terminei. deixei a louça na pia. e mais uma vez eu ia deixar para depois. mas resolvi lavar tudo o que estava na pia. lavei. veio aquele sentimento de completude. [
mas eu queria terminar tudo rapido para poder começar a trabalhar. são 18h e não produzi nada hoje. nem ontem. faz uns dias que as coisas não estão fluindo bem.
coloquei os fones e a música Empire começou a tocar.
And from the rain
Comes a river running wild that will create
An empire for you
Illuminate!
There's a river running wild
That will create
An empire for you
An empire for two
e de repente, me veio a frase "não condene".

e desabei em lágrimas.

porque eu realmente senti a frase. o sentido que ela trouxe. não tem nada a ver com a semântica ou racionalidade. é um entendimento que transcende. que trans-SENTE!
o que estou sentindo agora é capaz de mover montanhas de tanto alívio. com palavras é impossível expressar a leveza que estou sentindo. a música me deu força pois senti a força de um império de aceitação.

veio o rio de lagrimas do nada, e criou esse império fortalecido. cercado pela iluminação do entendimento, onde foi possível criar um império para mim (you) e para o sabotador que fala aqui a todo instante (two).

o sabotador precisa de tanto acolhimento quanto eu.
"E então acolheu ~o sabotador~ como uma velha amiga, e foi com ela satisfeito e, como iguais, abandonaram esta vida. - O conto dos 3 irmãos."

e hoje coleciono mais uma evidência de que nada é por acaso e o quanto o universo tem sido bom comigo.a gratidão transborda.


de coração, eu queria te convidar pra visitar minha mente um dia para que fosse possível compartilhar um pouco do que sinto. seja bem vindx. sempre.