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24 de novembro de 2016

transfigurar

tem algo que uso muito pra mim, e tem funcionado.

eu sou ansiosa pra caramba, e isso me atrapalha em varios aspectos. ai hoje, estou aprendendo a usar a ansiedade para 1) me conectar com mais pessoas 2) ajudar as pessoas que estao na mesma situação 3) a ansiedade me ajuda a prever riscos no meu negocio 4) utilizo a mente acelerada para criatividade

transfigurar o que a maioria diz que é problema/defeito/disturbio em um super poder.

intelectualizar'te

porque é assim que entendo as coisas. assim que tenho entendido até agora. intelectualizando, alimentando minha intuição com a lógica, pra depois sentir. 

fico me perguntando: o que tem de errado nisso?
porque parece que estou sendo bombardeada o tempo todo com coisas "não é assim, você tem que sentir, você tem que reconectar com você", de um jeito acusatório, sabe? 

e tem jeito certo, por acaso? 

e se, na verdade, é só intensificar o que já está acontecendo? 
não é crescer horizontalmente, mas sim verticalmente. 

se sentir é sentir, e não colocar em palavras. porque me é dito que estou fazendo errado quando descrevo o que estou sentindo? qual a diferença de sentir e colocar o sentir em palavras para mostrar que estou tentando? 

seria correto apenas sentir os apertos no peito e deixá-los ir? a sessão perfeita seria totalmente em silêncio, então?

e é logico que prefiro ficar em silêncio. a cada exposição um julgamento, tem horas que a gente cansa. 

se isso não é sentir (raiva), o que é então? 

ciclos

acho engraçado esses ciclos malucos que a gente passa.
posso até não ser muito boa em sentir (o que to duvidando nesses dias mas é assunto pra outro post) mas sou boa em perceber padrões.
e percebi que meus ciclos tem duração aproximada de 4 meses.
e isso só foi possível perceber ha um ano, desde quando comecei a observar com mira laser o que estava acontecendo em minha vida.
mais uma observação que fiz: eu tenho um contra-dom de machucar as pessoas.
como já entendi que tenho o perfil/mandato psicológico de "agrade sempre", notei que toda vez que falo mais alto, dou minha opinião, faço a mais, tenho mais proatividade, me mostro mais, isso incomoda as pessoas e eu sempre gero briga. gero confusão. gero desconforto no outro.
e por padrão, eu sempre volto a me calar, pedir desculpas, voltar a como estava antes da discussão.
mas pensei aqui:
e se eu quebrar esse ciclo e manter minha posição? porque não ser mais firme pelo menos uma vez, e prestar atenção em como me sinto, sem voltar atras?

e olhando pro passado agora, percebo que isso é um padrão de vida tipo, há mais de 10 anos. primeira memoria que veio aqui pra mim foi aos 13 anos - quando todo esse caos mental começou.
agradeço por ter essas chances de percepção. fortalecer o caminho que já estou trilhando.

me lembrei de uma frase do filme coach carter que diz algo como : é a nossa luz, e não nossa escuridão que nos assusta. e parafraseando um outro trecho (acho que ja escrevi aqui uma vez) nao vou diminuir minha luz para que vc brilhe mais. porque voce não se esforça pra brilhar tambem? ao inves de querer que eu voe mais devagar, porque você não acelera seu passo?

7 de novembro de 2016

acolhida

não estou em busca de nada. mas no fundo, a gente sempre busca algo ou alguém.
seria hipocrisia dizer que estou totalmente bem sozinha. a falta vem sem aviso prévio, o que é horrível,
pois num limite onde mulheres devem ser independentes, tem o outro lado da fragilidade.
em uma conversa na madrugada, uma frase me chamou atenção.
eu tenho atitude, eu me viro, não espero outra pessoa pra ser feliz.
essa ação assusta as pessoas. elas não estão acostumadas com intensidade, acho.
eu acolho as pessoas, mas as vezes sinto falta de ser acolhida.
seria ótimo não ter que pensar em tudo, pelo menos uma vez.
eu sou assim: eu já tô voando, se você quiser voar junto, chega mais. mas não crie esperança que vou diminuir meu ritmo pra que você me acompanhe. Você que se vire para acelerar seu passo.
nesse ponto do texto você deve estar pensando (na verdade eu estou pensando) "nossa que mina arrogante"
mas ninguém parou para analisar o quanto me anulei nessa brincadeira para me encaixar num limite que não era meu.
desde a tenra idade, quando eu tive que esperar os outros na escola enquanto eu queria ir além.
eu tive que esperar a empresa dar promoção enquanto eu queria explorar ainda mais as possibilidade.
eu tive que abrir mão de traços de minha personalidade extrovertida para um relacionamento que já nem existe mais.

o problema é que já esperei demais.

não sou mártir. uma coisa apenas acredito: ninguém olha a jornada, todo mundo só olha meu sapato agora.
eu não gosto da posição de defesa. porque para haver defesa deve haver um ataque. eu não me sinto atacada por ninguém. exceto eu mesma.
porque você não me deixa ser feliz, e mostrar meu lado frágil de vez em quando? sou humana também, sabia?
você não é Deus, não precisa atender nenhum padrão de perfeição.
mas você insiste. porque, se a única coisa que você ganha é dor?

eu só quero alguém que me escute na essência, sem interrupções ou julgamentos.
tem noção do quanto excruciante você não poder expor o que você pensa pois as criticas de que "Você é muito racional" "você é muito jovem" você é muito isso ou aquilo" você tem que pegar mais leve.
como se eu pudesse controlar. você acha mesmo que eu quero me sentir assim?
estou presa dentro da minha própria mente, só quero ser escutada.
Só queria ter minha mente acolhida.