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21 de dezembro de 2015

Universo

Vem,
E me faz refém
Do teu Universo. 

Me leva pra ver
Estrelas e o parecer
Dos planetas no seu verso. 

Cada palavra, uma viagem.
Cada sorriso, um encanto. 
Cada lembrança uma vontade
De estar do seu lado em qualquer canto. 

Não-comum

Voltei a sorrir. Daquela forma, natural, sem motivo - e ao mesmo tempo com todos os motivos do mundo. Que conexão foi essa, que chegou sem pedir licença e transformou meus últimos dias? É incrível saber que essas coisas podem acontecer sem necessariamente haver algo oficial, sério ou qualquer rótulo aceito pela sociedade. É ótimo saber que o caminho comum não foi tomado. Porque a situação não é comum. As pessoas envolvidas não são comuns. Porque o universo é tão incomum como cada qual. E é no não-comum que mora a verdadeira beleza.

29 de outubro de 2015

Fases

Não, não se preocupem:
Eu sei bem separar as fases pelas quais passei.
O que vivi foi ótimo,
Terei lembranças ótimas pro resto da vida.

Não adianta pedir pra que eu esqueça:
Mas faço questão de não apagar o que já passou.
Poderia muito bem excluir os versos feitos para quem amei
Mas seria injusto pagar memórias ótimas:
Revê-las faz com que eu me lembre dos sentimentos que senti.

Seria como renegar um sorriso dado:
Não tenho coração de gelo pra fazer tal ato.
Não é da minha índole.
Afinal não pequei.
Não fiz nada de errado:
Não é errado amar.

Mas buscarei outras memórias
Para que eu lembre com carinho
O que estou vivendo agora.

Escrito em 13/03/11

28 de outubro de 2015

Inebriante

Aproveito a onda de criatividade para tocar meu piano em forma de texto, minha melodia em forma de palavras, minha vontade de expressão em forma de sentimento em entrelinhas. Por alguns anos escrevia em rimas, que tornam o texto combinando. Mas o que combina no universo, senão palavras soltas com efeito inebriante?

27 de outubro de 2015

Caos mental

Sentia falta desses textos escritos na madrugada, com os olhos fechados, como se eu estivesse tocando uma melodia no piano. As palavras simplesmente fluem de meus dedos em direção a cada tecla, deveras conhecida, outrora florescida em sentimentos diferentes do de agora. Nesse momento, mais um parágrafo emerge de meus dedos e me lembram: essa fluidez funciona apenas no caos mental.

26 de outubro de 2015

Liberdade

Há muito tempo não sentia esse sabor. Esse fulgor. Essa vontade de abraçar o mundo sem medo do que poderiam achar. Finalmente, depois de um tempo de porão, sinto-me privilegiada por sentir a luz no rosto, e mais uma vez, (re) descobrir o melhor de mim. Sem julgamentos. Sem cordas. Sem amarras. Como se fosse a primeira vez livre. E um fato: só reconhecemos o que já conhecemos. Ah, quanto tempo fiquei sem você, liberdade!