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23 de setembro de 2014

Nebulosidade

Estou num vórtice de nebulosidade mental. Estava notando que faz meses que não escrevo num lugar, mais de ano que não escrevo em outro. E me pergunto o que terá acontecido com aquela inspiração que dominava minhas noites e madrugadas. Sinto falta de escrever, mas como se tudo isso fizesse parte de um passado distante, como se não tivesse mais volta. Como se tudo isso pertencesse a outra era, a outra pessoa. Por isso que sempre leio com surpresa o que escrevi há anos. Porque, de fato: era outra pessoa que escrevi. Mas juntamente por esse motivo me agracio e espanto tanto com o que leio. Quantas Pamellas há dentro de mim?

6 de maio de 2014

Pedaço de pano

Aquela coisa boa, aquele carinho ao pensar em você sumiu. Agora, o que me domina é a preocupação. Sua energia não esta mais a mesma, e por mais que eu queira me aproximar, sinto que uma barreira inacreditavelmente forte e fria se ergueu entre nós. Aquele contato gostoso, hoje transformou-se em palavras soltas e respostas pontuais sobre absolutamente qualquer pergunta. Seu celular tornou-se mais interessante do que o mundo, que pelo demonstrado por você, parece girar ao seu redor. Eu quero conversar mais não consigo. Conversar com você é a mesma coisa que falar com um pedaço de pano, sem vida. Me preocupa também é que outras pessoas não repararam. E tenho medo de que as influencias te levem a caminhos sem volta. Mas é como conversar com um bêbado: para que haja uma conversa decente é necessário interesse das duas partes. E não há. É com lágrimas que escrevo essas palavras, na esperança que um dia você saiba que meu amor continua o mesmo.

29 de abril de 2014

Olhos do coração

Conquistei tanta coisa na vida até agora que não enxergo felicidade no que consegui. E sei que a felicidade está aqui em algum lugar. Vou começar a enxergar com o coração a partir de agora.

5 de março de 2014

Críticas são degraus

Sinto que as pessoas hoje não querem melhorar. As críticas hoje são encaradas com a mesma intensidade de um chute no estômago. As críticas doem quando deveriam servir de escada, servir de degrau para que alcançássemos nossas maiores conquistas. Nós queremos ajudar essas pessoas para que elas alcancem seus melhores horizontes, mas elas precisam querer ser ajudadas. Hoje, as pessoas da minha idade - vinte e poucos anos - se acham onipotentes, auto-suficientes e a prepotência alcança níveis antes nunca enxergados. A humildade caiu por terra, infelizmente. Mas me prendo aquelas que querem ser ajudadas, e estou à disposição para dar o primeiro impulso, o primeiro empurrão em direção ao sucesso. Mas tudo é questão de abriri os olhos e ter a humildade de que podemos alcançar coisas sozinhos, mas se tivermos ajuda sincera, podemos alcançar muito mais.

17 de fevereiro de 2014

Te contar

Sabe, vou te contar uma coisa. Eu curto sonhar. Sonhar alto, livre e sem limite. Odeio que segurem minhas asas. Por medo que eu me machucasse, muita gente já me prendeu no chão. O que eles não sabem é que o mundo é bem mais bonito quando visto lá de cima.

Beleza da tristeza

Acho estranho ter que depender de um único fator para libertar o que quero dizer. Não é mais falta de inspiração. Não é mais falta de tempo. Talvez seja a falta da tristeza. A tristeza me faz enxergar o mundo com olhos de poeta. Mas apenas porque poetas enxergam a beleza nas entrelinhas da tristeza.