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19 de dezembro de 2013

Ruína

A sua palavra tem poder
Mais do que você imagina
Pode construir castelos
Ou levar tudo à ruína.


















PS: texto escrito em 02/07/10

Sonhos [1]

Minha prima chega desesperada para mim, com um convite de casamento na mão, e diz:
-Meu pai me obrigou a casar com o tio-pastor.
-Como assim? Mas porque?
-Diz ele que estou vulgar por demais, e só Deus pra dar um jeito em minha vida.
-Mas ele eh 3421092389231890213980 anos mais velho que você.
-Eu sei, mas é pelo menos alguém que ele conhece.


PS: esse foi um rascunho escrito em maio de 2010.

08-01-2013

E é nessas horas que você percebe que os melhores textos acontecem quando você está triste. Isso é intrigante porque a maior parte da minha vida é só alegria. Mas o que me trás para a internet, para o blogger, para esse meu cantinho criado há tantos anos é isso mesmo que você está pensando: a tristeza. Seria eu uma depressiva por ficar inspirada apenas quando estou triste? É horrível mas temo que sim. Você pode não acreditar, mas estou escrevendo essas palavras com uma facilidade nunca antes vista por mim mesma. É é por isso. Porque, mesmo mergulhada num oceano de alegrias, a minha ignição só acontece quando alguém estraga minha alegria. E isto, não nego, quando acontece me deixa arrasada. Não consigo evitar, sempre tento fazer diferente mas meu cérebro está treinado para sucumbir a dramas, pelo simples fato de não aguentar ficar brigada com ninguém.
Talvez esse texto vá pro ar daqui a alguns meses, para que não seja jogado na minha cara que eu vivo publicando tudo o que acontece comigo em tempo real. Porque não é isso que acontece. Ou é, e eu que não percebo. A questão é que me sinto solitária, mesmo cercada por um mar de pessoas. E mesmo sendo uma pessoa extrovertida e maníaca por felicidade, tenho passado a maior parte do meu tempo presa em mim, de forma triste. Isso porque faz parte de mim lidar com outras pessoas, faz parte de mim querer conversar e conhecer a historia delas. Eu realmente gosto disso, e gostaria muitíssimo que parassem de confundir as coisas, porque eu não estou dando em cima de ninguém quando faço isso.

PS: caso você ainda não tenha percebido, esse texto é um rascunho publicado 11 meses e 11 dias depois de ter sido escrito.

Buscando

Descobrir o que me brilha os olhos é muito importante. Está virando obsessão eu acho. Eu nunca tive obsessão com nada, então não sei descrever o que estou passando agora. Falar de futuro profissional, por exemplo, me deixa animada no começo da conversa, mas depois fico triste. Deprimida mesmo, sabe? Como se fosse ruim discutir isso. Mas não é ruim, de jeito nenhum. Mas acho que fico triste porque ainda não me encontrei profissionalmente. Foram quatro anos de ciências da computação para descobrir que gosto de psicologia. Estou frustrada. "Mas Pam, você pode mudar de carreira a qualquer momento. Você é nova meudeus". Eu sei que sou nova, mas é questão de tempo. E de sossego de pensamentos. Se eu morresse hoje, por exemplo, eu ficaria puta da vida porque ainda não encontrei minha resposta pro que me brilha os olhos. Na verdade, varias coisas brilham meus olhos. Mas eu não consigo enxergar um talento em mim. Aquilo que você faz sem que ninguém tenha lhe ensinado. Talvez escrever, mas se você precisa estar triste para que saia alguma coisa, será que isso é um talento real?

6 de novembro de 2013

Realização e sentido

Hoje olho para as as conquistas e sinto um misto de sentimentos. Orgulho porque conquistei muitas coisas esse ano, coisas que bastariam e satisfariam em qualquer outro momento em minha vida ou para qualquer outra pessoa. Realização de ter subido na vida e estar numa posição no jogo da vida melhor do que anos atrás. Hoje cheguei num lugar que nunca tinha imaginado chegar. Porque tudo muda numa velocidade tão absurda, e nossa expectativa fica tão nas alturas, que lutamos pra conquistar coisas que no fim, não fazem o mesmo sentido do começo. Imagino que num universo paralelo podemos mover os caminhos do destino e saber o futuro de alguma forma, para lidar melhor com tudo isso. Porque apesar de todas as conquistas, sinto falta de um pouco de sentido em tudo isso. Estou em eterna busca pelo brilho nos olhos. E espero sinceramente que eu encontre esse brilho, pois estou num túnel escuro que esta me dando desespero.

29 de junho de 2013

Desespero de domingo

Acho que quando nada começa a fazer mais sentido é hora de buscar ajuda. Mas na verdade faz sentido pra mim, mas não para o mundo. Faz sentido no meu mundo. Isso deveria bastar? Os pra quês e por quês da vida estão me tirando do sério. Não consigo mais achar sentido em algumas de minhas atividades, e isso está me deixando totalmente infeliz. É como se tudo o que fiz até agora tivesse perdido o brilho. Tenho vontades e mais vontades de fazer acontecer, mas não quero que outras coisas levem o mérito. Outra suposição é que o que alcancei hoje não é o que eu amo. Devo buscar agora o que eu amo, ou devo suprir as necessidades para depois buscar a paixão? São tantas perguntas que inundam a minha mente, são tantas ideias que não fazem mais sentido... talvez me falte um pouco de coragem misturada com ousadia. Tenho medo de perder e medo de errar. mas parece que errei na escolha. não era bem esse caminho que eu queria trilhar. hoje gosto de tudo que conquistei e alcancei, menos da minha dedicação de 4 anos. mas como fazer pra trilhar outro caminho? quero me especializar em algo que faça sentido, em algo que eu realmente ame. pois pela primeira vez, em anos, eu senti desespero num domingo a noite.

Porquês da vida

O destino adora brincar conosco. Vida, responda-me porque é necessário trilharmos um longo caminho imaginando que tudo vai ser como queremos, para chegar no destino final e descobrir que não era bem aqui que pensávamos? Destino final, obviamente, é maneira de falar. Ainda existem muitos anos pela frente. Mas a questão é apenas uma: porque a ausência de realização nos persegue de maneira tão atordoante? Mais do que isso, porque sempre queremos estar em outro lugar? É problema de fábrica da geração ou apenas uma confusão momentânea que, em breve, passará? Uma das coisas que me inquietam é a censura... Seja isso, não seja aquilo, diga dessa maneira, mantenha essa postura. Tudo, de repente, parece incrivelmente falso e não autêntico para mim. Tem algumas regras que devemos seguir, ok, mas outras... simplesmente não fazem sentido. Escrever é um exemplo. Gosto de escrever sem limites e por essa razão mantenho esse blog. Aqui não preciso justificar ou complementar, não preciso explicar os porquês. Posso apenas escrever e esquecer esse texto em meio de mais outros 200 textos. Escrever. Isso me atrai, isso me satisfaz pela não necessidade de dar satisfações.

26 de abril de 2013

A verdade seja dita

É não tem jeito... Minha inspiração só vem nos extremos. Juro que tentei escrever três, quatro vezes no mês, mas não consigo... Se é pra fazer o texto de qualquer jeito, prefiro não fazer. Ele tem que fluir naturalmente, senão não vale.
Agora, hoje, nesse instante obtive a prova que faltava: em minhas ausências de postagens, pode acreditar que estou feliz e levando a vida na positividade e melhor maneira. Mas quando resolvo postar é porque atingir um dos dois extremos: ou muito feliz a ponto de explodir e contagiar todas as pessoas que estão ao meu lado. Ou, infelizmente, estou carregando o maior fardo de sentimentos triste que uma pessoa pode aguentar.
Não reclamo não... às vezes a gente fica triste, de cabeça baixa, mas no final das contas deve ser por um bom motivo. É... esse meu lado positivista me ajuda bastante nessas situações...

1 de abril de 2013

Conforto

Olho pra trás e quase sempre nunca acredito que fui capaz de escrever palavras tão cheias de significado. Foi como se no passado eu previsse o que iria acontecer e preparasse o terreno para o que estivesse por vir. Como se a personagem do passado tivesse escrito tudo pra mim, para meu conforto, já sabendo do final. Tudo se encaixa como a carta achada no buraco do rato do filme V.

Meio vazia

Sinto saudade daquela disposição pra escrever. Acho estranho que as palavras até fluem como água de rio de meus dedos, como mãos de pianista caminhando com leveza pelas teclas brancas e pretas. Sinto falta da fluidez de palavras. A vontade até existe, até está presente. Só não sei se é a procrastinação ou algum mistério do universo. Sei que estou estranha. Cheia de inspiração e ao mesmo tempo tão vazia.

3 de março de 2013

Rio de palavras

Adoro escrever o que vem de dentro, porque apenas digito essas palavras que você está lendo. Nada mais, sem nenhum esforço. Como se eu soubesse de cor qual melodia tocar. Como se eu soubesse exatamente o que fazer ou pensar o tempo todo, e num insight, as palavras apenas fluem com a naturalidade da água de um rio. Passo tanto tempo sem escrever que esqueço o prazer que isso me dá. Esqueço o quanto isso me completa, e o quando isso faz com que eu me sinta importante pra mim mesma. Me orgulho de escrever, assim desse jeito, com as palavras cuidadosamente escolhidas - ou fluidas - sabe porque? Porque ninguém me ensinou como se faz. E a melhor sensação, sem dúvida, será olhar para essas linhas escritas e tentar lembrar porque estou escrevendo isso. Como se fosse uma caixa de pandora dentro da outra, um baú dentro do outro, infinitamente até que o real segredo - que nunca descobrirei - seja finalmente revelado. Sera revelado por mim, será revelado por você ou será revelado por quem quer que seja, não me importo. Não me importo desde que eu escreva a história do meu jeito. Errado ou certo, não sei. Autenticidade é que me leva e levará para o mundo as palavras de quem se importa em deixar escrita uma história. Boa ou não, obrigada por tudo. Você é importante pra mim.

Passado desnecessário

Não vou mentir que tenho muitas vontades. E muitas delas é corrigir o que me cabe, para que eu fique em paz. Entenda corrigir como quiser, mas pra mim, significa voltar no passado e dar um chute nele. Bem dado, para que ele sangre até deixar de existir. Sou extremista, ou estou muito feliz e quero que o mundo saiba e,assim, expresso meu amor e gratidão por estar aqui, ou estou muito triste por pensar que deixei passar coisas que hoje, com a cabeça que tenho hoje, jamais deixaria passar. Não aceito certos perdões. Me chame de antiquada, mas não é minha culpa. Não consigo controlar meu inconsciente e as lembranças que ele trás à tona. Mas aí você diz que "foi bom, senão você não seria o que é hoje". Sei disso, mas preferia, juro que preferia ter lembranças melhores.

8 de janeiro de 2013

Castelos

E quando está tudo bem, o universo resolve conspirar com frases tão fortes que desmoronam fortes castelos em questão de segundos.


7 de janeiro de 2013

Histórico.

O presente é meu presente, mas é o histórico que tira minha paz.


Dificuldade

Nunca estive em tanta crise pra escrever quanto agora. Parece que tudo que escrevo está sendo censurado por um juiz invisível que me olha torto cada vez que eu escrevo uma virgula. Ninguém me disse nada, mas para censuras não é preciso dizer: uma simples pergunta retorica, uma simples pergunta insinuante  um reles olhar. Já me tira todo o ânimo ao imaginar a possibilidade da pergunta: 'porque ou pra quem você escreveu isso?' Porque as cobranças estão em todo o lugar? Eu não posso simplesmente escrever porque eu quis? Porque esses receios não me deixam em paz apenas?

2 de janeiro de 2013

Outras cabeças.

Na minha cabeça, amor e amizades convivem muito bem.
Só que na outra, nem tanto, porém.