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24 de setembro de 2012

Pior erro

"Até o pior erro do mundo é melhor do que não tentar."

Essa frase devia me mover pra frente, mas meus pés estão fixados no concreto.


Octógono

Minha mente é um ringue controlado por algo ou alguém que criei, que me coloca medo e parece que observa cada passo que dou. Gosta de controlar meus olhares e dizeres, e ações e opiniões. A sensação é mesma de um saco de plástico na cabeça: sufocante. Respirar é impossível , viver também. Como (sobre)viver a essa tortura que comete atentados à minha personalidade ? Chega um momento que não sei se é real, ou são apenas perturbações da mente. Mas sei que os nocautes são reais, pois me machucam mais do que um soco de verdade.

10 de setembro de 2012

Livro de regras

Concordo com a Meredith, que diz que deveria haver um livro de regras, que te avisasse magicamente quando você está passando dos limites. Eu nao quero e nem gosto de incomodar, ninguém. Mas sou incapaz de compreender o silêncio e sempre acabo quebrando-o com perguntas desnecessárias. Aí acabo tornando-me exatamente o que detesto ser: inconveniente.

Silêncios

O silêncio não me incomoda, mas ele me preocupa demais. Como saber se está tudo bem se as palavras são inexistentes? Como não enlouquecer quando quero respostas e não as escuto? Acredito que a essa altura o silêncio deveria me confortar e gostaria, francamente, de já ser capaz de compreender seu gesto. Mas enquanto não ler seu manual de instruções por completo, ficarei com essa dúvida eterna: como diferenciar o silêncio bom do silêncio ruim?