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30 de janeiro de 2012

Dignidade

Prefiro acreditar no meu caminho: ele pode até estar errado, mas se me impedirem de cair, como vou criar as cicatrizes? Como um dia vou me lembrar do esforço que usei para conquistar o que quero conquistar? A pessoa que não é capaz de sentir o gosto e o valor da conquista, passa automaticamente a não ter valor também. Onde está o seu orgulho para conseguir o seu sonho com seu próprio sangue e suor? Seu pai vai ter que te dar o dinheiro para o seu primeiro carro? Sua mãe vai ter que conversar com os contatos dela para te arranjar um emprego? O valor não está em manter o que lhe foi dado de mão beijada, mas sim lutar para se tornar uma pessoa com dignidade.

Lógica da distância

Não acho que 'dar um tempo' seja capaz de resolver problemas de casal. Porque se você ama mesmo a pessoa, qual a lógica de você ficar distante pra ver se as coisas se ajeitam? Uma briga não vai ser esquecida em função da distância, pois problemas sérios só se resolvem com conversa. E se não há mais conversa, não há mais pelo que lutar, não há mais nada do que havia antes. Porque fingir que se importa se você está longe? Se você realmente se importasse, as coisas não tinham chegado a esse ponto, teriam?

27 de janeiro de 2012

Errado, mas humano

Aquele furor de satisfação, errado mas humano, quando você vê alguém pagando pelo que fez, sem que você tenha movido uma palha. A gente, pra ser certinho, sempre fala que não liga, mas não sejamos hipócritas: você também vai dar um sorriso satisfeito ao virar as costas pr'aquela pessoa que um dia quis a sua caveira. Já dizia um velho sábio, 'um dia da caça, outro do caçador'. E convenhamos: a gravidade sempre vai devolver a saliva que foi cuspida pra cima.

18 de janeiro de 2012

Acerto de frases

Não concordo com a frase 'a gente só dá valor quando perde'. Acho que faz muito mais sentido falar 'a gente se dá mais valor quando se afasta daquilo que atrapalha'. Juro que fico inconformada com as coisas que me fizeram perder tempo no passado. Mas essas coisas, nunca esqueço, fazem com que a gente aprenda a não errar de novo, apenas.

11 de janeiro de 2012

Anestesia

Ele chega e te pega, devagar e sorrateiro. Como se fosse bicho noturno e camuflado, que está sempre pronto pra dar bote. Você, acomodado em seu canto, não sente a possessão. É impossível sentir, porque ele domina o seu consciente e subconsciente. Te deixa entorpecido e anestesiado, antes de dominar a força de suas pernas, e fechar seus olhos - ao mesmo tempo - com um controle que faz duvidar de quem realmente manda no mundo - um suposto Deus ou ele... Meu apelo, pessoal e sincero: sono, por favor: me deixe trabalhar em paz.


(Re)Compensa





O cansaço compensa e recompensa a vontade de fazer a diferença.

9 de janeiro de 2012

Promessas

Eu prefiro não prometer nada. 'Vou fazer isso esse ano, não vou fazer nada' como no ano anterior. Eu não faço promessas desse tipo justamente por não saber se poderei cumprir. Às vezes, tudo é ímpeto do clima de ano novo, então não caio mais nessa. Prefiro ficar em silêncio, desejando algo mais geral: boas vibrações, pra mim, bastam. Eu gosto de desafios, mas não preciso ficar declarando o que vou fazer pra todo mundo. Porque se não der certo, a culpa fica só pra mim e não vou precisar aturar cobranças de quem não faz ideia do que passei durante o ano.