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30 de junho de 2010

Heresia de Opinião

Julgamento errôneo, esse seu.
Não sou herege por não gostar do mesmo que você
Não me faz ser melhor nem pior
Ler o que você lê.

Respeite apenas esse modo meu.

Precisarei de um impulso forte
Para um dia começar a entender.
Como podes pegar isso como verdade absoluta?
Peço que apenas se importe
Não apenas com quem se propôs a aquilo escrever
Mas com a menina aqui, que luta

E quer mostrar o que você não quer ver.

O mundo é feito de respeitos,
De atos e fatos, devota atenção.
Quais são, afinal, seus conceitos,
Para deixar os meus no chão?


25 de junho de 2010

Sabatinas

Discussões são saudáveis
Quando pontos de vistas são expostos.
Mas as coisas tornam-se inviáveis
Se os caminhos são demais opostos.

"Sabatinas", do título, fora usado
No sentido de "questionamento incisivo".
Para se levar o relacionamento de bom grado,
Deve haver, daqui pra frente, mais incentivo.

Brigas de gritos são inúteis
Apenas fica aquele diz-que-me-diz infernal
Pra que levar tudo na garganta
Se o que você quer é apenas ficar de bem, e não de mal?


22 de junho de 2010

Dúvida Cruel

Me assola, me assombra porém
A falta de bom senso.
Não quero julgar ninguém
Quero apenas expor o que penso.

Desculpa, mas as pessoas te olham torto, sim
O seu nariz tem defeito?
Veja bem, olhe direito
Um banho resolveria, enfim.

Agora é sua vez, leitor, me responda:
Quando uma pessoa fede
É de bom grado apenas a sonda?
Ou devo avisá-la do fedor?
Ou alertá-la que seu cheiro impede
As boas relações ao redor?




-homenagem à reclamação de pedroca_tico@ sobre o cecê alheio durante a prova de ontem.

11 de junho de 2010

Atente-se

Continuo com meu palpite
Que as pessoas estão cegas
E presas em seu próprio umbigo.
Não é possível, que você não esteja vendo
O que, no momento, estou fazendo.
Você está fazendo MESMO isso consigo?

Peço que preste atenção o quanto antes
Porque senão será tarde demais.
As desculpas se tornarão inúteis.
E não haverá jeito de voltar atrás
Com observações fúteis.

O tempo passa, mas você tem que abrir os olhos
Estás passando por cima sem saber?
Você não está sentindo falta de nada?
Não vê que em plena madrugada
Há lágrimas chorando por você?

Olhe, observe.
Não é difícil de ver.
Vontade e interesse fazem parte.
Perceba a arte.

Peço atenção
Porque se você não tiver
Outros terão.



9 de junho de 2010

Lampejo

Não tenho mais medo de jogar tudo pro alto.
Um lampejo de luz dominou minha mente,
Dizendo que tenho que correr atrás do que quero, sem me importar com os outros.
Pelos outros, aliás, sofri, perdi, desolei, desencantei.

Cansei.

Farei minhas coisas a partir de hoje, com a cabeça erguida, sem coitadismo.
Porque ninguém vai passar a mão na minha cabeça.
Isso dói, mas querendo ou não
Cada um de nós está sozinho nesse mundo.
Respiro profundo.
Vamos em frente.
Somos avião sem rota,
Rumo à vitória.

Ficar esperando resposta para quê?
Tenho que parar de ligar.
Tenho que parar de pensar
Se o que estou fazendo agrada ou não.

Opção.

Tanta gente assim
E tão perto de mim?
Aprenderei de uma vez por todas?
Lembrando sempre:
Preciso ser mais egoísta.
Levarei na memória a essência
Pessoas se esquecendo da decência

Mas agirei com inteligência.



8 de junho de 2010

Presentes

Coisas simples me agradam
Lenços, clipes de metal
Brinquedos, bonecas
Uvas de natal.

Caneta, caderno
Massinha de modelar;
Ursinhos de pelúcia
Quebra-cabeça pra montar.

Uma carta, uns amores
Tudo isso me traz alegria.
Só não me dê flores:
Tenho alergia.

É brincadeira, tudo o que digo e faço.
O que me faz feliz de fato
Não é caro nem barato.
É uma coisa simples:

Teu Abraço.


5 de junho de 2010

Pense grande

Você é o rei do seu amanhã.
As coisas vão acontecer somente se você deixar.
O controle está em suas mãos
Problema seu se deixar escapar.

A gente ajuda, mas a maior parte
TEM que vir de você.
Ombro você tem,
Mas não fique dependendo disso, devo dizer.

Pense grande, pense inteiro
Pense forte, como guerreiro
Senão os caras com veneno
Vão te exterminar do formigueiro.


2 de junho de 2010

Constante Variável

Não minto: às vezes tenho vontade
De, simples, voar pra longe.
Errar? Claro, é humano.
Mas SÓ errar? Toda vez?
Fazer o quê, não sou monge.

Toda hora ouvir um pio
De que aquilo não está de acordo
É chato e massante.
Viro pro lado e mordo
A primeira chance de pegar o volante.

Sair por aí,
Tomar aquele vento na cara
Para ver se a cabeça areja.
Não é possível que não haja uma coisa boa.
Pra mim, isso cheira a inveja.

Só se encontra o erro se a venda dos olhos for tirada
Percorreremos caminhos aos montes
Pra chegar ao fim da jornada
Ver a linha do horizonte,
Dar aquela respirada,

Aliviada